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Início Curiosidades

Por que sentimos saudade de versões antigas de nós mesmos, segundo a psicologia

Por Larissa Carvalho
11/01/2026
Em Curiosidades
Por que sentimos saudade de versões antigas de nós mesmos, segundo a psicologia

Sentimento comum ligado à construção da identidade pessoal

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Em diferentes momentos da vida, muitas pessoas se pegam lembrando de quem eram no passado com uma espécie de aperto no peito. A lembrança de versões antigas de si mesmas costuma vir acompanhada de cenas específicas: uma fase da escola, um antigo emprego, um relacionamento, ou até um estilo de roupa, e esse sentimento de saudade do “eu passado” mistura memória, identidade, narrativa pessoal e expectativas sobre quem a pessoa é hoje e quem já foi um dia.

O que é a saudade do eu passado e como ela se manifesta

A saudade de versões antigas de si mesmo é uma forma específica de nostalgia, focada não apenas em lugares ou pessoas, mas sobretudo na própria identidade. Em vez de sentir falta de uma cidade ou de um grupo de amigos, a pessoa sente falta de como se percebia naquela época, incluindo valores, comportamentos, sonhos e modos de lidar com emoções, como mostra a pesquisa “The identity function of autobiographical memory: time is on our side”.

Do ponto de vista psicológico, essa saudade aparece quando há comparação entre o que a pessoa era e o que se tornou no presente. Em muitos casos, surge em períodos de mudança intensa, como transições de carreira, término de relacionamento, chegada da vida adulta ou aposentadoria, gerando a sensação de que algo importante foi deixado para trás.

Por que sentimos saudade de versões antigas de nós mesmos

A palavra-chave desse processo é identidade, pois a memória seleciona momentos significativos e cria uma espécie de narrativa interna. A saudade do “eu passado” surge quando essa narrativa destaca uma fase considerada mais simples, clara ou emocionalmente marcante, em contraste com o presente.

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Em geral, três fatores se destacam nessa experiência: mudanças de contexto, idealização do passado e incertezas sobre o futuro. Mesmo assim, essa saudade nem sempre é sinal de problema, podendo funcionar como um lembrete de traços que ainda são importantes e que podem ser resgatados de forma adaptada ao hoje.

Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo da psicóloga Francieli (@psi.fran):

@psi.fran Você sente falta da pessoa que era?#ansiedadenaoéfrescura #ansiosa #saudadedemim #autoestima #autoconhecimento #psicologa ♬ som original – Psicóloga Francieli

Quais motivos mais comuns alimentam a saudade do eu antigo

Alguns motivos frequentes ajudam a explicar por que determinadas fases do passado ganham tanto peso emocional. Eles costumam envolver tanto fatores internos, como a autocrítica, quanto externos, como mudanças de papéis sociais e cenários de vida.

  • Idealização da memória: lembranças filtradas, que enfatizam o que funcionava bem e suavizam dificuldades.
  • Perda de papéis sociais: mudança ou desaparecimento de funções antes centrais, como um cargo, um status ou um vínculo afetivo.
  • Transições de fase: entradas e saídas de ciclos, como faculdade, casamento, mudança de cidade ou aposentadoria.
  • Autocrítica elevada: tendência a avaliar o presente de forma dura, tornando o passado aparentemente melhor.
  • Sentimento de estagnação: percepção de que a vida parou ou perdeu direção, aumentando o apelo de versões anteriores.

Como a linha do tempo emocional molda essa nostalgia

Cada pessoa organiza internamente uma espécie de linha do tempo emocional, na qual determinados períodos ganham peso especial. Não se trata apenas de datas, mas de marcos afetivos: a escola onde algo decisivo aconteceu, a casa da infância, a faculdade, o primeiro trabalho ou um relacionamento transformador.

Ao revisitar essa linha do tempo, surgem comparações inevitáveis entre o eu de ontem e o eu de hoje. A saudade costuma se concentrar em trechos da trajetória que pareçam mais coerentes com valores que ainda são importantes, como curiosidade, coragem ou liberdade, envolvendo tanto o que aconteceu fora quanto a forma como a pessoa se via por dentro.

Por que sentimos saudade de versões antigas de nós mesmos, segundo a psicologia
Saudade do ‘eu passado’ viraliza: cenas de escola, empregos e estilos antigos geram reflexão profunda sobre identidade atual.

Quais fases da vida mais influenciam a percepção de identidade

A forma como a pessoa se percebe varia ao longo das fases da vida, e cada período faz emergir uma versão dominante de “quem se é”. Essa alternância de identidades em destaque alimenta a saudade de versões anteriores, que mais tarde são revisitadas com novos significados.

  • Infância:
    • Período marcado por maior dependência e forte ligação com cuidadores.
    • A identidade se constrói principalmente por meio da família e do ambiente imediato.
    • No futuro, pode gerar saudade de uma vida com menos responsabilidades e maior foco no brincar.
  • Adolescência:
    • Fase de intensa busca por identidade, experimentação de estilos e grupos.
    • Costuma ser lembrada como tempo de descobertas, mesmo quando foi conflituosa.
    • A saudade pode recair sobre a sensação de possibilidade e de futuro aberto.
  • Início da vida adulta:
    • Entrada no mercado de trabalho, estudos superiores e primeiros relacionamentos mais estáveis.
    • Cresce a responsabilidade, mas também a autonomia.
    • Muitas pessoas recordam esse período como marco de liberdade e construção de projetos.
  • Vida adulta intermediária:
    • Rotina mais definida, com foco em carreira, família ou outras estruturas estáveis.
    • É comum comparar o “eu atual” com o “eu jovem”, avaliando escolhas feitas.
    • Nessa fase, a nostalgia pode aparecer com força, principalmente em momentos de crise profissional ou afetiva.
  • Maturidade e envelhecimento:
    • Período de balanços de vida, revisitando decisões e experiências acumuladas.
    • A linha do tempo emocional fica mais longa, com mais fases para recordar.
    • A saudade pode envolver várias versões passadas, da juventude à meia-idade.

Como lidar com a saudade do eu passado de forma saudável

Quando a nostalgia do “eu passado” se torna frequente, ela pode funcionar como um convite à reflexão e ao autoconhecimento. Em vez de tentar apagar essa sensação, é possível transformá-la em um recurso para ajustar escolhas atuais e reconhecer o que ainda faz sentido na própria história.

  1. Reconhecer o sentimento: admitir internamente que essa saudade existe já reduz a confusão e aumenta a clareza sobre o que está sendo lembrado.
  2. Identificar o que exatamente faz falta: perceber se é um traço de personalidade, um valor, uma rotina ou um contexto específico.
  3. Avaliar o que ainda pode ser integrado ao presente: buscar formas realistas de resgatar aspectos valiosos sem repetir o passado literalmente.
  4. Revisar a narrativa interna: equilibrar idealizações, reconhecendo tanto conquistas quanto dificuldades de cada fase.
  5. Projetar o futuro: usar o aprendizado das versões anteriores para planejar próximos passos, fortalecendo um senso contínuo de identidade.

Em 2025, com redes sociais armazenando fotos, vídeos e registros de quase todas as fases, essa saudade de versões antigas tende a ser ainda mais estimulada. Ao mesmo tempo, esse acervo digital também oferece a oportunidade de enxergar a própria trajetória com mais detalhes, reconhecendo mudanças, permanências e aprendizados, e compreendendo o “eu passado” como uma das bases vivas do “eu de hoje”.

Tags: CuriosidadespassadopsicologiasaudadeSentimentos
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