A síndrome dos ovários policísticos é uma das condições hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva, mas nem sempre é fácil de identificar. Os sintomas variam de pessoa para pessoa e, muitas vezes, surgem gradualmente, o que pode atrasar o diagnóstico. Conhecer os sinais mais frequentes ajuda a reconhecer o problema mais cedo e buscar acompanhamento adequado.
O que são ovários policísticos e por que causam sintomas?
Segundo estudos do Ministério da Saúde, ovários policísticos é uma condição hormonal caracterizada por desequilíbrio nos hormônios reprodutivos. Esse desequilíbrio interfere na ovulação e estimula a produção aumentada de hormônios androgênios, conhecidos como hormônios “masculinos”, que estão presentes naturalmente no corpo feminino em pequenas quantidades.
Esse cenário hormonal afeta não apenas o ciclo menstrual, mas também a pele, os cabelos, o metabolismo e até o bem-estar emocional. Por isso, os sintomas costumam ser variados e nem sempre aparecem todos ao mesmo tempo.

Irregularidade menstrual é o sintoma mais comum?
Sim, a irregularidade menstrual é um dos sintomas mais comuns em mulheres com ovários policísticos. Os ciclos podem ficar muito espaçados, imprevisíveis ou até ausentes por longos períodos, o que indica dificuldade ou ausência de ovulação.
Essa irregularidade acontece porque os ovários não liberam o óvulo de forma regular. Além de afetar o ciclo, isso pode dificultar a gravidez em algumas mulheres, embora muitas consigam engravidar com acompanhamento médico adequado.
Entenda as causas, sintomas e tratamentos de um dos distúrbios hormonais mais comuns entre as mulheres. O vídeo é do canal DOUTOR AJUDA, que conta com mais de 2 milhões de inscritos, e detalha como a Síndrome do Ovário Policístico afeta o ciclo menstrual e a fertilidade, além de explicar a importância de mudanças no estilo de vida para o controle da doença:
Ovários policísticos afetam o peso e o metabolismo?
Sim, muitas mulheres com ovários policísticos apresentam dificuldade para manter ou perder peso. A condição está frequentemente associada à resistência à insulina, o que favorece o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.
Essa alteração metabólica também aumenta o risco de pré-diabetes, diabetes tipo 2 e alterações no colesterol. Para facilitar a compreensão, veja a relação entre sintomas e efeitos metabólicos:
| Alteração comum | Impacto no corpo |
|---|---|
| Resistência à insulina | Ganho de peso e fadiga |
| Aumento abdominal | Maior risco metabólico |
| Oscilações de glicose | Desejo por doces |
| Alterações lipídicas | Risco cardiovascular |

Quais alterações na pele e nos pelos podem surgir?
Alterações na pele e no crescimento de pelos são sinais frequentes da síndrome dos ovários policísticos. O aumento dos androgênios favorece manifestações visíveis que costumam gerar desconforto estético e emocional.
Entre os sinais mais observados estão:
- Acne persistente, especialmente no rosto, costas e mandíbula
- Crescimento excessivo de pelos no rosto, abdômen ou peito
- Oleosidade aumentada da pele e do couro cabeludo
Esses sintomas podem surgir mesmo após a adolescência e tendem a ser resistentes aos tratamentos convencionais quando a causa hormonal não é tratada.
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Há sintomas emocionais ou sinais menos conhecidos?
Sim, ovários policísticos também podem afetar o humor e o bem-estar emocional. Ansiedade, alterações de humor e maior risco de depressão são relatados com frequência, muitas vezes ligados ao impacto hormonal e às mudanças físicas.
Outros sinais menos comentados incluem queda de cabelo no couro cabeludo, escurecimento da pele em dobras (como pescoço e axilas) e cansaço frequente. Reconhecer os sintomas mais comuns é o primeiro passo para buscar diagnóstico e tratamento, lembrando que a síndrome dos ovários policísticos tem controle e permite qualidade de vida quando acompanhada de forma adequada por profissionais de saúde.










