Barreirinhas, a 250 km de São Luís, é a principal base para explorar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Embora seja a cidade com mais infraestrutura (hotéis, restaurantes e bancos), ela serve, na prática, como dormitório. A verdadeira atração está nas dunas, cujo acesso é rigidamente controlado e fisicamente desgastante para quem busca conforto de resort.
Por que visitar em dezembro é um erro estratégico?
O maior risco do turista desavisado é ignorar o ciclo das águas. As lagoas são formadas pela água da chuva acumulada no primeiro semestre. Viajar entre outubro e janeiro (época da seca) significa encontrar a maioria das lagoas vazias ou com nível de água muito baixo, transformando a paisagem paradisíaca em um deserto de areia comum.
Para ver o cartão-postal clássico (dunas brancas com piscinas azuis), a janela é estreita: de junho a setembro. Fora desse período, salvam-se apenas as lagoas perenes, como a da Esperança ou do Peixe, que, embora bonitas, não têm a cor vibrante das sazonais.

Posso entrar no Parque com meu 4×4?
Não. A regra é federal e rigorosa: veículos particulares são proibidos nas dunas. Seu carro, mesmo que seja um off-road de luxo, ficará estacionado na cidade ou na balsa. O transporte até as lagoas é feito exclusivamente por veículos credenciados (geralmente caminhonetes adaptadas chamadas de “jardineiras”).
Alerta de conforto: O trajeto nas jardineiras é duro. Você viaja na caçamba adaptada, balançando muito por trilhas de areia fofa e cruzando rios, num percurso que pode levar de 40 minutos a mais de uma hora. Pessoas com problemas graves de coluna ou mobilidade reduzida devem avaliar bem esse desgaste.
Descubra tudo o que Barreirinhas tem a oferecer como a principal porta de entrada para os deslumbrantes Lençóis Maranhenses. O vídeo é do canal Bru e Badila Viagens, que conta com mais de 315 mil inscritos, e apresenta um guia completo sobre o que fazer, onde comer e onde se hospedar na cidade, destacando passeios clássicos como o Circuito da Lagoa Bonita, a gastronomia típica do Rio Preguiças e dicas práticas de transporte e infraestrutura:
Atins ou Barreirinhas: onde ficar?
Barreirinhas oferece estrutura urbana e preços acessíveis. Atins é um vilarejo de pescadores “pé na areia” na foz do Rio Preguiças, muito mais rústico e charmoso, mas com logística complexa (acesso apenas de barco ou 4×4 credenciado) e custo de vida elevado.
Se optar por Barreirinhas, o Rio Preguiças é sua avenida principal. Os restaurantes da orla (Beira-Rio) são seguros e movimentados, mas recuse ofertas de passeios de ambulantes na rua. Exija sempre o voucher oficial da agência, que garante o seguro e o credenciamento do motorista.
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O sol do Maranhão é perigoso?
Extremamente. As dunas branca refletem a luz solar como um espelho (“efeito rebatedor”), potencializando a queimadura mesmo na sombra. Óculos escuros com proteção UV e chapéu com amarra (venta muito) não são acessórios de moda, são equipamentos de proteção individual obrigatórios.
Planeje sua viagem com base na chuva e no sol:
| Estação / Meses | Temperatura | O que esperar |
|---|---|---|
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Jun a Set (Alta) 💎 Melhor Época |
26°C a 34°C | Lagoas no auge da capacidade, águas cristalinas e sol forte; prepare-se para uma cidade vibrante e lotada. |
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Out a Dez (Seca) ⛵ Ideal para Kitesurf |
27°C a 36°C | Ventos fortes e constantes atraem esportistas; as lagoas começam a secar e o calor torna-se mais intenso. |
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Jan a Mai (Chuva) 🌧️ Época de Renovação |
24°C a 32°C | Chuvas torrenciais diárias essenciais para encher as lagoas; estradas de terra podem apresentar lama e acesso difícil. |
Baseado em médias climatológicas históricas para Barreirinhas (fonte: Climatempo).
Barreirinhas é a logística necessária para o paraíso
Visitar os Lençóis exige resignação com o transporte rústico e precisão no calendário:
- Só vá entre junho e setembro se o objetivo for ver as lagoas azuis.
- Leve dinheiro em espécie se for atravessar para Atins, onde o sinal de internet falha.
- Compre passeios apenas em agências com loja física para evitar o “golpe da van fantasma”.
Você precisa comer um camarão da malásia grelhado na Beira-Rio após o passeio.








