A berinjela tem ganhado espaço na alimentação de quem busca controlar o colesterol, prolongar a sensação de saciedade ao longo do dia e cuidar da saúde cardiovascular. Esse interesse se deve principalmente à presença de fibras, antocianinas e outros compostos bioativos que atuam em diferentes etapas do metabolismo, especialmente quando o vegetal é consumido com casca e inserido em um padrão alimentar equilibrado e variado.
Berinjela ajuda no colesterol e na saciedade
A expressão berinjela para colesterol e saciedade costuma ser associada à ação das fibras solúveis e das antocianinas presentes na casca roxa. As fibras podem formar um tipo de gel no intestino, reduzindo a absorção de gorduras e contribuindo para o controle do colesterol LDL, conhecido como colesterol “ruim”.
Já as antocianinas, como a nasunina, são pigmentos de cor roxa com função antioxidante que ajudam a proteger as células contra danos oxidativos. Somada a isso, a berinjela é um alimento de baixa densidade calórica e boa fonte de fibras, o que favorece maior sensação de saciedade entre as refeições, auxiliando no manejo do peso corporal.

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Quais fibras e antocianinas estão presentes na berinjela
Na composição da berinjela encontram-se principalmente fibras insolúveis, que auxiliam o trânsito intestinal, e uma porção de fibras solúveis, relacionadas ao controle do colesterol. Entre as antocianinas, destaca-se a nasunina, concentrada na casca, estudada por seu potencial antioxidante em processos ligados à saúde cardiovascular.
Para aproveitar ao máximo esses componentes, o consumo da berinjela com casca é frequentemente recomendado. O cozimento em excesso ou frituras prolongadas podem alterar parte dos nutrientes e adicionar gorduras indesejadas, por isso assar, refogar com pouco óleo ou preparar em forno com outros vegetais são opções mais alinhadas ao controle do colesterol.
Como incluir berinjela para colesterol e saciedade na rotina
A inclusão regular de berinjela no cardápio pode ser feita de maneira simples, sem necessidade de receitas complexas. O importante é que esse legume faça parte de um contexto alimentar mais amplo, com foco em frutas, verduras, grãos integrais, leguminosas e fontes de gorduras mais saudáveis, como azeite e oleaginosas.
Para facilitar a prática no dia a dia, é possível usar a berinjela em diferentes preparações, variando temperos e modos de preparo, sempre com atenção à quantidade de óleo e aos acompanhamentos escolhidos.
- Berinjela assada: cortada em rodelas ou tiras, temperada com ervas, pouco sal e azeite em quantidade controlada.
- Refogada: combinada com tomate, cebola e pimentão, preservando a casca para manter as antocianinas.
- Grelhada: em fatias, como acompanhamento de carnes magras ou leguminosas.
- Em saladas: previamente cozida ou assada e depois resfriada, misturada com outros vegetais.
Algumas práticas populares, como a “água de berinjela”, são conhecidas, mas a literatura científica ainda é mais robusta em relação ao consumo do alimento inteiro, dentro das refeições. A quantidade adequada por dia pode variar conforme necessidades individuais, sendo comum o uso de meia berinjela a uma unidade pequena, ajustada de acordo com orientação profissional.
Se você gosta de ouvir opinião de médicos, separamos esse vídeo do Dr. Fernando Lemos mostrando os benefícios da berinjela para a saúde:
Quais cuidados são importantes ao usar berinjela para colesterol e saciedade
Apesar dos potenciais benefícios da berinjela para colesterol e saciedade, esse alimento não substitui medicamentos prescritos, nem resolve isoladamente problemas como hipercolesterolemia ou obesidade. Seu papel é complementar, integrando mudanças de estilo de vida que incluem alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e acompanhamento de saúde com profissional habilitado, como um nutricionista ou médico.
Alguns pontos merecem atenção ao incluir a berinjela com frequência na dieta, pois certas escolhas de preparo e combinação podem reduzir seus benefícios nutricionais e comprometer o objetivo de controlar o colesterol.
- Variedade alimentar: concentrar-se apenas em um alimento pode limitar a oferta de outros nutrientes essenciais.
- Modo de preparo: frituras frequentes podem elevar a ingestão de gorduras e ir na direção oposta ao objetivo de controlar o colesterol.
- Consumo de casca: a retirada total da casca reduz a ingestão de antocianinas, que se encontram em maior quantidade nessa parte do legume.
- Acompanhamentos: a combinação com queijos gordurosos, embutidos ou molhos ricos em gordura saturada pode reduzir o benefício esperado.
Tabela nutricional básica da berinjela cozida por 100 g
A tabela abaixo apresenta valores médios de composição da berinjela cozida, sem adição excessiva de óleo ou molhos gordurosos. Os números podem variar conforme origem, preparo e método de análise, mas ajudam a visualizar por que o alimento é considerado de baixa caloria e boa fonte de fibras.
🍆 Tabela Nutricional
| Nutriente | Quantidade aproximada por 100 g |
|---|---|
| ⚡ Calorias | cerca de 25 kcal |
| 🍞 Carboidratos totais | aproximadamente 6 g |
| 🥩 Proteínas | cerca de 1 g |
| 🧈 Gorduras totais | cerca de 0,2 g |
| 🌾 Fibras alimentares | em torno de 3 g |
| 🧂 Sódio | aproximadamente 2 mg (sem sal adicional) |
| 🟣 Antocianinas | presentes principalmente na casca roxa (quantidade varia) |
Diante desse perfil, a berinjela se apresenta como um alimento de baixo teor calórico, boa fonte de fibras e com compostos bioativos relevantes, como as antocianinas. Quando associada a hábitos alimentares equilibrados, controle de gorduras saturadas e um estilo de vida ativo, pode contribuir para estratégias de controle do colesterol e aumento da saciedade ao longo do dia.









