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Você também fala muito “né”, “daí” ou “assim”? Veja o que isso revela sobre você e mais como isso chama a atenção

Por Maura Pereira
12/01/2026
Em Curiosidades
Você também fala muito "né", "daí" ou "assim"? Veja o que isso revela sobre você e mais como isso chama a atenção

Falar "né" facilita diálogos familiares, regionais e profissionais acessíveis, promovendo inclusão conversacional segura em grupos diversos.​

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Eles aparecem em conversas informais, entrevistas de emprego, apresentações e até em textos escritos: os vícios de linguagem fazem parte do cotidiano dos brasileiros. Muitas vezes usados de forma automática, esses termos e expressões revelam hábitos de comunicação, insegurança ao falar e tentativas de ganhar tempo no discurso. Entender quais são os mais comuns é o primeiro passo para melhorar a clareza e a eficácia da comunicação.

O que são vícios de linguagem e por que eles surgem?

Vícios de linguagem são palavras, expressões ou sons repetidos sem necessidade, que não acrescentam significado ao discurso. Eles surgem, em geral, como uma estratégia inconsciente para organizar o pensamento enquanto se fala, preencher silêncios ou reduzir a ansiedade durante a comunicação.

No Brasil, esses vícios são ainda mais frequentes devido à oralidade marcante da língua portuguesa falada. Como o brasileiro costuma priorizar conversas espontâneas e informais, o discurso acaba sendo preenchido por expressões automáticas que passam despercebidas no dia a dia.

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Falar “né” entre amigos no café, refúgio gostoso de risadas compartilhadas e vibes descontraídas acolhedoras.​

Quais são os vícios de linguagem mais usados no Brasil?

Os vícios de linguagem mais comuns entre os brasileiros incluem palavras de preenchimento, repetições e expressões genéricas. Eles aparecem tanto na fala quanto, em alguns casos, na escrita informal, especialmente em mensagens rápidas.

Antes de analisar os impactos, veja alguns dos vícios mais frequentes no discurso cotidiano:

  • “Tipo”, “né”, “assim” e “daí”
  • “Entendeu?”, “sabe?”, “tá?”
  • Repetição excessiva de “então” e “aí”

Esses termos funcionam como pausas disfarçadas, mas quando usados em excesso comprometem a clareza da mensagem.

Melhore a sua comunicação e evite erros comuns com este guia completo sobre vícios de linguagem. O vídeo é do canal Português sem Enrolação – Professora Lis, que traz explicações claras e didáticas sobre a norma padrão da língua portuguesa: Professora Lis, facilitando o aprendizado.

Por que usamos tantos vícios de linguagem ao falar?

O uso excessivo de vícios de linguagem está diretamente ligado à ansiedade, insegurança ou falta de planejamento do discurso. Quando a pessoa não sabe exatamente como continuar uma frase, o cérebro recorre a palavras automáticas para evitar o silêncio.

Além disso, o medo de pausas é culturalmente reforçado. Muitos acreditam que ficar em silêncio demonstra despreparo, quando, na verdade, pausas bem usadas tornam a comunicação mais clara, segura e persuasiva.

Leia também: Uma ilha brasileira com praia secreta abriga um forte militar desativado que conquista visitantes com história e águas cristalinas.

Como reduzir os vícios de linguagem no dia a dia?

Reduzir vícios de linguagem é possível com consciência, prática e aceitação do silêncio como parte da comunicação. O primeiro passo é identificar quais expressões você mais repete e em quais situações elas aparecem com mais frequência.

Algumas estratégias simples ajudam nesse processo:

  1. Falar mais devagar e aceitar pequenas pausas
  2. Planejar mentalmente o início e o fim das frases
  3. Treinar a escuta ativa para reduzir a ansiedade

Eliminar os vícios não é necessário nem natural. O objetivo é equilíbrio. Quando usados com moderação, eles não comprometem a comunicação. O problema surge quando dominam o discurso e ocultar a mensagem principal.

Com mais atenção e prática, é possível falar de forma mais clara, segura e objetiva, mantendo a naturalidade que caracteriza a comunicação dos brasileiros.

Tags: linguasvicios de linguagem
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