Entre as mudanças trazidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, uma das que mais geram dúvida no dia a dia é a escrita correta de “voo”. Ainda é comum encontrar placas, mensagens e até documentos com a forma antiga “vôo”, mesmo mais de uma década após a alteração oficial. A questão não é apenas de preferência; trata-se de uma regra ortográfica em vigor em todos os países que adotaram o acordo.
Voo ou vôo qual é a forma correta após o Acordo Ortográfico
A palavra-chave neste tema é voo, sem acento. Desde a implementação do Acordo Ortográfico, foi abolido o acento circunflexo em palavras terminadas em “oo” tônico. Na prática, isso significa que formas como “vôo”, “enjôo” e “abençôo” deixaram de existir na ortografia padrão em textos formais e oficiais.
A decisão partiu do entendimento de que o acento era desnecessário para a pronúncia, já que o som permanece claro mesmo sem o sinal gráfico. Assim, a forma aceita hoje em gramáticas, dicionários atualizados e manuais de redação é sempre “voo”, e a grafia antiga passa a ser considerada erro ortográfico em provas, concursos e redações acadêmicas.
Para aprofundarmos de forma mais lúdica, trouxemos o vídeo do perfil @angelinaefabiola, que explicam diversas das mudanças:
@angelinaefabiola Reforma Ortográfica. #AprendaNoTikTok #portugues #enem #dicasdeportuguês #portuguesdicas ♬ Beggin' – Måneskin
O que mudou na prática com a nova grafia de voo
A alteração que transformou “vôo” em “voo” faz parte de um conjunto de ajustes que simplificaram a escrita de alguns termos. A mudança atinge sobretudo verbos terminados em -oar e substantivos ou formas verbais com final -oo, removendo o acento circunflexo em hiatos desse tipo.
Entre os exemplos mais recorrentes, destacam-se algumas palavras que ajudam a visualizar a aplicação prática dessa regra na rotina de escrita:
- voo (antes: vôo)
- perdoo (antes: perdôo)
- abençoo (antes: abençôo)
- enjoo (antes: enjôo)
- zoo (antes: zôo, forma hoje praticamente abandonada em favor de “zoológico”)
Por que tanta gente ainda escreve vôo com acento
A permanência de grafias antigas, como vôo, está ligada a fatores educacionais, geracionais e até mesmo afetivos. Muitas pessoas foram alfabetizadas com a ortografia anterior e passaram décadas utilizando as formas acentuadas, o que torna a adaptação a “voo” um processo mais lento.
Além disso, parte do material de consulta mais antigo — livros didáticos, gramáticas, apostilas e textos anteriores ao acordo — ainda circula em escolas e bibliotecas. Em ambientes digitais, conteúdos desatualizados reforçam a dúvida, fazendo com que a forma antiga continue aparecendo em placas, anúncios e textos não revisados.

Como memorizar a forma correta voo sem acento
Uma estratégia simples para fixar a grafia de voo é lembrar que todas as palavras terminadas em “oo” tônico, atualmente, não levam acento. Em vez de decorar caso a caso, vale seguir um pequeno conjunto de regras práticas que tornam a memorização mais objetiva e funcional.
Essas regras ajudam principalmente em redações de vestibular, concursos públicos e documentos profissionais, em que o domínio da norma-padrão é essencial:
- Identificar se a palavra termina em “oo” e tem som forte nessa parte: se sim, não se usa acento.
- Verificar palavras formadas por verbos em -oar na 1ª pessoa do singular do presente: perdoo, abençoo, entre outras.
- Conferir em dicionários e gramáticas atualizados sempre que houver dúvida sobre a grafia.
No dia a dia, a tendência é que a forma sem acento se torne cada vez mais presente, à medida que novas gerações já aprendem diretamente a grafia atual. Enquanto isso, a convivência entre “voo” e “vôo” ainda aparece em textos informais, servindo como lembrança de uma fase de transição ortográfica na língua portuguesa.









