{"id":206671,"date":"2026-03-12T06:25:00","date_gmt":"2026-03-12T09:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/?p=206671"},"modified":"2026-03-11T08:36:27","modified_gmt":"2026-03-11T11:36:27","slug":"no-japao-bairros-considerados-simples-oferecem-seguranca-e-organizacao-que-muitas-metropoles-ainda-buscam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/no-japao-bairros-considerados-simples-oferecem-seguranca-e-organizacao-que-muitas-metropoles-ainda-buscam\/","title":{"rendered":"No Jap\u00e3o, bairros considerados \u201csimples\u201d oferecem seguran\u00e7a e organiza\u00e7\u00e3o que muitas metr\u00f3poles ainda buscam"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Kamagasaki<\/strong>, no sul de <strong>Osaka<\/strong>, carrega o r\u00f3tulo de maior favela do <strong>Jap\u00e3o<\/strong>. Mesmo sendo um bairro pobre, habitado em sua maior parte pela classe trabalhadora, oferece infraestrutura que muitas metr\u00f3poles pelo mundo ainda n\u00e3o alcan\u00e7aram: ruas asfaltadas, ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica plena, metr\u00f4 integrado e coleta de lixo regular. O cen\u00e1rio desafia qualquer compara\u00e7\u00e3o com o que se entende por &#8220;bairro vulner\u00e1vel&#8221; em boa parte do planeta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 Kamagasaki e por que o Jap\u00e3o tenta escond\u00ea-lo?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Kamagasaki<\/strong>, oficialmente chamada de <strong>Airin-chiku<\/strong>, fica no distrito de <strong>Nishinari<\/strong>, em Osaka. A regi\u00e3o concentra a maior popula\u00e7\u00e3o de trabalhadores diaristas do pa\u00eds, com cerca de 30 mil habitantes estimados em um raio de 2 km. O governo municipal de Osaka n\u00e3o permite que o nome apare\u00e7a em mapas oficiais, segundo a <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kamagasaki\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Wikipedia<\/strong><\/a>. <\/p>\n\n\n\n<p>O bairro surgiu no p\u00f3s-guerra como ponto de recrutamento de m\u00e3o de obra bra\u00e7al para a reconstru\u00e7\u00e3o do <strong>Jap\u00e3o<\/strong>. Na d\u00e9cada de 1960, cerca de 40 mil diaristas se concentravam ali. Com o estouro da bolha econ\u00f4mica nos anos 1990, o trabalho secou e o perfil do bairro mudou: hoje a maioria dos moradores \u00e9 de homens idosos, muitos dependentes de aux\u00edlio governamental.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/aaa-2026-02-15T192737.973-1024x576.png\" alt=\"No Jap\u00e3o, bairros considerados \u201csimples\u201d oferecem seguran\u00e7a e organiza\u00e7\u00e3o que muitas metr\u00f3poles ainda buscam\" class=\"wp-image-194147\" srcset=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/aaa-2026-02-15T192737.973-1024x576.png 1024w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/aaa-2026-02-15T192737.973-300x169.png 300w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/aaa-2026-02-15T192737.973-768x432.png 768w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/aaa-2026-02-15T192737.973-750x422.png 750w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/aaa-2026-02-15T192737.973-1140x641.png 1140w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/aaa-2026-02-15T192737.973.png 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Kamagasaki \u00e9 um espa\u00e7o urbano singular, com desafios evidentes, mas tamb\u00e9m com estrutura, circula\u00e7\u00e3o e uma din\u00e2mica pr\u00f3pria que segue viva todos os dias. \/ Cr\u00e9ditos: Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ruas asfaltadas e transporte integrado em plena &#8220;favela&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Quem caminha por Kamagasaki encontra pavimento conservado, sinaliza\u00e7\u00e3o urbana e m\u00e1quinas de venda autom\u00e1tica em cada esquina. <\/strong>O bairro fica a poucos minutos de trem das \u00e1reas mais movimentadas de Osaka, conectado por linhas de metr\u00f4 e ferrovia. Esse n\u00edvel de mobilidade j\u00e1 separa a regi\u00e3o de periferias em muitos outros pa\u00edses, onde o deslocamento costuma ser caro e demorado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A infraestrutura n\u00e3o se limita ao transporte. <\/strong>H\u00e1 equipes de limpeza atuando nas vias p\u00fablicas, com\u00e9rcio ativo e uma rotina urbana previs\u00edvel. Os &#8220;doyas&#8221;, hospedarias compactas e baratas que abrigam a maioria dos moradores, oferecem quartos min\u00fasculos, mas com eletricidade e acesso a banheiros coletivos. <\/p>\n\n\n\n<p>A tabela abaixo confronta os estigmas mais comuns com o que se observa no cotidiano do bairro, com base em registros p\u00fablicos e dados oficiais:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-31.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-206700\" srcset=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-31.jpg 1280w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-31-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-31-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-31-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/convertido-31-1140x641.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em>Dados aproximados com base em informa\u00e7\u00f5es do <a href=\"https:\/\/www.e-stat.go.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>e-Stat (Statistics Bureau of Japan)<\/strong><\/a> e da prefeitura de Osaka.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sanya: o bairro que T\u00f3quio apagou do mapa<\/h2>\n\n\n\n<p>Em <strong>T\u00f3quio<\/strong>, a hist\u00f3ria se repete com outro nome. <strong>Sanya<\/strong> era um bairro de trabalhadores bra\u00e7ais que ajudaram a erguer a cidade moderna, incluindo a <strong>Torre de T\u00f3quio<\/strong> e as instala\u00e7\u00f5es dos <strong>Jogos Ol\u00edmpicos de 1964<\/strong>. Em 1966, o governo removeu o nome dos mapas oficiais e dividiu a \u00e1rea entre os distritos de <strong>Kiyokawa<\/strong> e <strong>Nihonzutsumi<\/strong>, segundo a <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/San%27ya\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Wikipedia<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo &#8220;invis\u00edvel&#8221; nos mapas, Sanya continua existindo. A regi\u00e3o abriga cerca de 1.500 moradores de baixa renda, a maioria aposentados entre 60 e 70 anos. As hospedarias simples cobram o equivalente a 20 d\u00f3lares por noite, os pre\u00e7os mais baixos de toda a capital. Apesar da precariedade social, as ruas s\u00e3o limpas e seguras pelos padr\u00f5es de qualquer grande cidade do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nishinari-ku, especificamente a \u00e1rea de Kamagasaki em Osaka, \u00e9 frequentemente apontada como a maior &#8220;favela&#8221; do Jap\u00e3o.<\/strong> O v\u00eddeo \u00e9 do canal <strong>Lucas Bigodinho<\/strong>, que conta com cerca de <strong>520 mil subscritores<\/strong>, e explora a realidade deste bairro estigmatizado:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Entrei na MAIOR FAVELA do Jap\u00e3o\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uvxDcKf7NBI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um pa\u00eds com taxa de homic\u00eddio 14 vezes menor que a dos EUA<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O contexto nacional ajuda a explicar por que at\u00e9 os bairros mais vulner\u00e1veis do Jap\u00e3o funcionam de forma diferente.<\/strong> Segundo estat\u00edsticas da <strong>Ag\u00eancia Nacional de Pol\u00edcia (NPA)<\/strong> de 2024, a taxa de homic\u00eddio intencional no pa\u00eds \u00e9 de 0,78 por 100 mil habitantes, uma das mais baixas do planeta. No \u00edndice de criminalidade do <a href=\"https:\/\/www.numbeo.com\/crime\/rankings_by_country.jsp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Numbeo<\/strong><\/a> para 2026, o Jap\u00e3o aparece com pontua\u00e7\u00e3o de 22,7, entre os dez pa\u00edses mais seguros do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns fatores estruturais ajudam a entender por que a pobreza japonesa n\u00e3o se converte em viol\u00eancia urbana na mesma propor\u00e7\u00e3o que em outros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Controle r\u00edgido de armas de fogo<\/strong>: a legisla\u00e7\u00e3o japonesa \u00e9 uma das mais restritivas do mundo. Em m\u00e9dia, o pa\u00eds registra dois homic\u00eddios por arma de fogo ao ano.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Baixa desigualdade salarial<\/strong>: a diferen\u00e7a entre os sal\u00e1rios mais altos e os mais baixos \u00e9 menor que na maioria das economias industrializadas, o que reduz tens\u00f5es sociais.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cultura de responsabilidade coletiva<\/strong>: a coes\u00e3o comunit\u00e1ria e o peso da reputa\u00e7\u00e3o pessoal funcionam como freios sociais ao crime, mesmo em \u00e1reas pobres.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Rede de sa\u00fade mental com interna\u00e7\u00e3o<\/strong>: o Jap\u00e3o tem 269 leitos psiqui\u00e1tricos por 100 mil habitantes, contra 25 nos Estados Unidos, o que reduz a presen\u00e7a de pessoas em crise nas ruas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>O n\u00famero oficial de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua refor\u00e7a o contraste.<\/strong> Uma pesquisa do <strong>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Trabalho e Bem-Estar<\/strong> realizada em janeiro de 2025 contabilizou 2.591 sem-teto em todo o pa\u00eds, uma queda de 8,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, conforme o <a href=\"https:\/\/www.nippon.com\/en\/japan-data\/h02407\/government-survey-finds-japanese-homeless-population-continues-to-decrease.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Nippon.com<\/strong><\/a>. Esse n\u00famero, por\u00e9m, considera apenas quem dorme em espa\u00e7os p\u00fablicos e exclui os chamados &#8220;refugiados de internet caf\u00e9&#8221;, que podem chegar a 15 mil s\u00f3 em T\u00f3quio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/com-qualidade-de-vida-muito-alta-e-33-ilhas-esta-capital-e-a-2a-melhor-do-brasil-para-viver-e-lidera-em-saude-e-inovacao-hoje\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Com qualidade de vida muito alta e 33 ilhas, esta capital \u00e9 a 2\u00aa melhor do Brasil para viver e hoje lidera em sa\u00fade e inova\u00e7\u00e3o.<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aaa-2026-03-11T082353.707.png\" alt=\"No Jap\u00e3o, bairros considerados \u201csimples\u201d oferecem seguran\u00e7a e organiza\u00e7\u00e3o que muitas metr\u00f3poles ainda buscam\" class=\"wp-image-206710\" srcset=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aaa-2026-03-11T082353.707.png 1280w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aaa-2026-03-11T082353.707-300x169.png 300w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aaa-2026-03-11T082353.707-768x432.png 768w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aaa-2026-03-11T082353.707-750x422.png 750w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aaa-2026-03-11T082353.707-1140x641.png 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Kamagasaki e Sanya obrigam a repensar o que se entende por mis\u00e9ria nas grandes cidades. \/ Cr\u00e9ditos: Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A pobreza que a infraestrutura n\u00e3o resolve<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Seria ing\u00eanuo tratar Kamagasaki ou Sanya como modelos. A infraestrutura funciona, mas a crise social \u00e9 profunda.<\/strong> A maioria dos moradores de Kamagasaki s\u00e3o homens acima dos 50 anos, sem la\u00e7os familiares e com hist\u00f3rico de alcoolismo. Dos 30 mil habitantes estimados, um ter\u00e7o recebe assist\u00eancia previdenci\u00e1ria. O isolamento e a falta de perspectiva de trabalho criam uma forma de pobreza silenciosa, menos vis\u00edvel nas ruas, mas presente no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p>A press\u00e3o da gentrifica\u00e7\u00e3o agrava o cen\u00e1rio. O <strong>Projeto Especial Nishinari<\/strong>, lan\u00e7ado em 2012, pretende transformar a regi\u00e3o em \u00e1rea tur\u00edstica e comercial. A <strong>Expo 2025 de Osaka<\/strong> acelerou esse processo. Hospedarias que antes serviam a diaristas agora atendem mochileiros estrangeiros, e os alugu\u00e9is sobem. Em dezembro de 2024, cerca de 500 agentes do governo realizaram a remo\u00e7\u00e3o de moradores de rua das imedia\u00e7\u00f5es do antigo <strong>Centro de Bem-Estar Airin<\/strong>, fechado desde 2019.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que os bairros invis\u00edveis do Jap\u00e3o revelam sobre pobreza urbana?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Kamagasaki e Sanya obrigam a repensar o que se entende por mis\u00e9ria nas grandes cidades. A equa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se resume a esgoto, pavimenta\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a policial.<\/strong> Quando esses elementos existem, mas os v\u00ednculos sociais se rompem e o trabalho deixa de sustentar uma trajet\u00f3ria de vida, surge uma pobreza menos ruidosa, por\u00e9m persistente.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecer esses bairros, mesmo que pela leitura, ajuda a entender que infraestrutura sem cuidado social produz cidades eficientes e pessoas cansadas. Vale acompanhar o que acontece com Kamagasaki nos pr\u00f3ximos anos, porque o destino desse peda\u00e7o de Osaka diz muito sobre o tipo de cidade que o mundo est\u00e1 disposto a construir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Kamagasaki, no sul de Osaka, carrega o r\u00f3tulo de maior favela do Jap\u00e3o. Mesmo sendo um bairro pobre, habitado em sua maior parte pela classe trabalhadora, oferece infraestrutura que muitas metr\u00f3poles pelo mundo ainda n\u00e3o alcan\u00e7aram: ruas asfaltadas, ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica plena, metr\u00f4 integrado e coleta de lixo regular. 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