{"id":226440,"date":"2026-04-17T22:35:00","date_gmt":"2026-04-18T01:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/?p=226440"},"modified":"2026-04-16T17:07:50","modified_gmt":"2026-04-16T20:07:50","slug":"cientistas-perfuram-523-metros-abaixo-do-gelo-da-antartida-ocidental-e-recuperam-um-registro-geologico-de-23-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/cientistas-perfuram-523-metros-abaixo-do-gelo-da-antartida-ocidental-e-recuperam-um-registro-geologico-de-23-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Cientistas perfuram 523 metros abaixo do gelo da Ant\u00e1rtida Ocidental e recuperam um registro geol\u00f3gico de 23 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Imagine um grupo de <strong>cientistas<\/strong> vivendo por semanas em tendas no meio do gelo, enfrentando frio intenso e isolamento total, s\u00f3 para alcan\u00e7ar o que est\u00e1 escondido a centenas de metros abaixo de seus p\u00e9s. Foi exatamente isso que aconteceu em <strong>Crary Ice Rise<\/strong>, na Ant\u00e1rtida Ocidental, onde uma equipe internacional passou cerca de dois meses perfurando o gelo em um dos lugares mais remotos do planeta para recuperar sedimentos antigos capazes de contar, com detalhes, a hist\u00f3ria do clima na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o n\u00facleo rochoso da Ant\u00e1rtida \u00e9 t\u00e3o importante para entender o passado?<\/h2>\n\n\n\n<p>Em Crary Ice Rise, os pesquisadores usaram um sistema de <strong>\u00e1gua quente<\/strong> para abrir um t\u00fanel em mais de 500 metros de gelo at\u00e9 chegar ao fundo, onde estavam rochas e sedimentos acumulados ao longo de milh\u00f5es de anos. De l\u00e1, retiraram um n\u00facleo de cerca de <strong>228 metros<\/strong>, formado por camadas de lama, areia e fragmentos de rochas, como se fosse um \u201clivro\u201d de hist\u00f3ria da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse n\u00facleo, considerado o mais profundo j\u00e1 obtido sob o gelo ant\u00e1rtico, foi tratado como um grande arquivo f\u00edsico de informa\u00e7\u00f5es. Cada peda\u00e7o foi descrito, fotografado e analisado no pr\u00f3prio acampamento, e depois enviado para <strong>laborat\u00f3rios<\/strong> em v\u00e1rios pa\u00edses, onde ser\u00e3o feitos estudos de data\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise qu\u00edmica e investiga\u00e7\u00e3o de <strong>microf\u00f3sseis<\/strong>. As primeiras estimativas indicam que ele pode registrar at\u00e9 cerca de 23 milh\u00f5es de anos de mudan\u00e7as ambientais.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-226443\" srcset=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso.jpg 1280w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-1140x641.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Em Crary Ice Rise, os pesquisadores usaram um sistema de \u00e1gua quente para abrir um t\u00fanel em mais de 500 metros de gelo at\u00e9 chegar ao fundo &#8211; Cr\u00e9ditos: Foto\/Ana Tovey \/ SWAISC<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/a-batalha-que-mudou-o-rumo-do-mundo-o-confronto-que-definiu-o-destino-de-imperios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A batalha que mudou o rumo do mundo, o confronto que definiu o destino de imp\u00e9rios<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que o n\u00facleo revela sobre o risco de derretimento na Ant\u00e1rtida Ocidental?<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao examinar o n\u00facleo, os cientistas encontraram n\u00e3o s\u00f3 sinais de gelo sobre terra firme, mas tamb\u00e9m fragmentos de <strong>conchas marinhas<\/strong> e restos de organismos que precisam de luz para viver. Isso mostra que, em certos per\u00edodos do passado, a regi\u00e3o esteve coberta por <strong>oceano aberto<\/strong> ou por plataformas de gelo flutuante bem mais finas do que as atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas evid\u00eancias funcionam como prova direta de que a camada de gelo da Ant\u00e1rtida Ocidental j\u00e1 recuou bastante em outros momentos de aquecimento do planeta. Em um cen\u00e1rio em que hoje j\u00e1 se observa, por sat\u00e9lite, perda acelerada de gelo na regi\u00e3o, entender quando isso aconteceu no passado ajuda a estimar qu\u00e3o <strong>vulner\u00e1vel<\/strong> ela \u00e9 ao aquecimento atual e futuro, refor\u00e7ando a necessidade de melhorar o <strong>monitoramento<\/strong> cont\u00ednuo dessas mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o os poss\u00edveis impactos desse derretimento no n\u00edvel do mar?<\/h2>\n\n\n\n<p>A Ant\u00e1rtida Ocidental \u00e9 vista por glaci\u00f3logos como uma das partes mais sens\u00edveis do sistema clim\u00e1tico global, em grande parte porque boa parte de sua base est\u00e1 abaixo do n\u00edvel do mar. Isso facilita a entrada de \u00e1guas oce\u00e2nicas mais <strong>quentes<\/strong> sob a camada de gelo, acelerando o derretimento por baixo, de forma silenciosa e dif\u00edcil de observar diretamente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-226444\" srcset=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-1.jpg 1280w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-1-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-1-1140x641.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cada peda\u00e7o foi descrito, fotografado e analisado no pr\u00f3prio acampamento &#8211;  Foto: Ana Tovey \/ SWAIS2C<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Estudos indicam que, se todo o gelo da Ant\u00e1rtida Ocidental derretesse, o n\u00edvel m\u00e9dio dos oceanos poderia subir entre quatro e cinco metros. O ponto crucial, por\u00e9m, \u00e9 entender em que condi\u00e7\u00f5es esse recuo poderia ocorrer e em quanto tempo. O novo n\u00facleo ajuda justamente a responder essas quest\u00f5es, revelando per\u00edodos em que a <strong>temperatura<\/strong> m\u00e9dia global foi maior do que a atual e como o gelo reagiu nessas fases, informa\u00e7\u00e3o essencial para planejar <strong>adapta\u00e7\u00f5es<\/strong> em cidades costeiras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o n\u00facleo rochoso ajuda a entender um aquecimento de 2\u00b0C?<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/swais2c.aq\/media\/record-breaking-sediment-core-provides-unprecedented-evidence-of-west-antarctic-ice-sheet-retreat\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O projeto SWAIS2C<\/a> foi criado para investigar como a camada de gelo da Ant\u00e1rtida Ocidental reage a um aquecimento global em torno de 2\u00b0C acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais, o mesmo limite central do Acordo de Paris. Ind\u00edcios iniciais sugerem que o n\u00facleo guarda registros de \u00e9pocas em que a temperatura global ultrapassou esse valor, oferecendo um \u201cespelho\u201d do que pode acontecer neste <strong>s\u00e9culo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, os pesquisadores v\u00e3o comparar as camadas do n\u00facleo com outros <strong>registros clim\u00e1ticos<\/strong>, como sedimentos do fundo do mar de Ross e do oceano Austral, al\u00e9m de dados sobre gelo marinho e circula\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica. Essa combina\u00e7\u00e3o permite reconstruir cen\u00e1rios completos de aquecimento, recuo do gelo e varia\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar em diferentes per\u00edodos do passado, aumentando a precis\u00e3o de <strong>modelos<\/strong> usados para proje\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-226445\" srcset=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-2.jpg 1280w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-2-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-2-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/nucleo-rochoso-2-1140x641.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A Ant\u00e1rtida Ocidental \u00e9 vista por glaci\u00f3logos como uma das partes mais sens\u00edveis do sistema clim\u00e1tico global &#8211;  Cr\u00e9ditos: Foto\/Ana Tovey \/ SWAIS2C<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais etapas ser\u00e3o seguidas e por que isso afeta nossa vida no futuro?<\/h2>\n\n\n\n<p>Para transformar esse n\u00facleo em respostas concretas, a equipe seguir\u00e1 uma s\u00e9rie de etapas que conectam o que est\u00e1 guardado nas rochas aos riscos que cidades costeiras podem enfrentar nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Data\u00e7\u00e3o detalhada<\/strong> das camadas usando is\u00f3topos e f\u00f3sseis microsc\u00f3picos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Reconstru\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es do oceano<\/strong>, como temperatura, salinidade e circula\u00e7\u00e3o das \u00e1guas.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Interpreta\u00e7\u00e3o do comportamento do gelo<\/strong>, identificando fases de avan\u00e7o, estabilidade ou retirada da camada de gelo.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Integra\u00e7\u00e3o com modelos clim\u00e1ticos<\/strong> para projetar cen\u00e1rios futuros de derretimento e eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Com isso, o n\u00facleo profundo extra\u00eddo sob o gelo ant\u00e1rtico deixa de ser apenas um marco t\u00e9cnico de perfura\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e se torna um registro direto da rela\u00e7\u00e3o entre aquecimento global, estabilidade da Ant\u00e1rtida Ocidental e varia\u00e7\u00f5es do n\u00edvel dos oceanos. Cada cent\u00edmetro analisado ajuda a entender como o planeta reagiu em climas mais quentes e oferece pistas valiosas para planejar o <strong>futuro<\/strong> de regi\u00f5es costeiras em todo o mundo, apoiando pol\u00edticas p\u00fablicas de <strong>mitiga\u00e7\u00e3o<\/strong> e adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagine um grupo de cientistas vivendo por semanas em tendas no meio do gelo, enfrentando frio intenso e isolamento total, s\u00f3 para alcan\u00e7ar o que est\u00e1 escondido a centenas de metros abaixo de seus p\u00e9s. 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