{"id":227524,"date":"2026-04-18T08:00:00","date_gmt":"2026-04-18T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/?p=227524"},"modified":"2026-04-18T07:18:53","modified_gmt":"2026-04-18T10:18:53","slug":"a-psicologia-diz-que-as-geracoes-dos-anos-60-e-70-tornaram-se-mais-resilientes-nao-por-melhor-criacao-mas-por-uma-negligencia-benigna-que-obrigou-as-criancas-a-se-auto-regular-e-resolver-problemas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/a-psicologia-diz-que-as-geracoes-dos-anos-60-e-70-tornaram-se-mais-resilientes-nao-por-melhor-criacao-mas-por-uma-negligencia-benigna-que-obrigou-as-criancas-a-se-auto-regular-e-resolver-problemas\/","title":{"rendered":"A psicologia diz que as gera\u00e7\u00f5es dos anos 60 e 70 tornaram-se mais resilientes n\u00e3o por melhor cria\u00e7\u00e3o, mas por uma neglig\u00eancia benigna que obrigou as crian\u00e7as a se auto-regular e resolver problemas"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Resili\u00eancia<\/strong> virou um ponto central no debate sobre inf\u00e2ncia, desenvolvimento emocional e cria\u00e7\u00e3o dos filhos. Quando se olha para as gera\u00e7\u00f5es passadas, especialmente as que cresceram entre os anos 60 e 70, aparece uma hip\u00f3tese provocadora: parte dessa resist\u00eancia ps\u00edquica pode ter nascido menos de uma educa\u00e7\u00e3o superior e mais de uma rotina com menos supervis\u00e3o, mais autonomia e necessidade real de <strong>autorregula\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que as gera\u00e7\u00f5es passadas parecem ter lidado melhor com frustra\u00e7\u00f5es?<\/h2>\n\n\n\n<p>As gera\u00e7\u00f5es passadas cresceram em um ambiente com mais tempo de rua, conflitos entre pares resolvidos sem media\u00e7\u00e3o constante e tarefas cotidianas assumidas cedo. Isso n\u00e3o significa idealizar toda pr\u00e1tica antiga de cria\u00e7\u00e3o dos filhos, mas reconhecer que muitos meninos e meninas precisavam esperar, negociar, improvisar e tolerar desconforto, habilidades diretamente ligadas ao controle emocional e \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o de problemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a chamada neglig\u00eancia benigna n\u00e3o era abandono cl\u00e1ssico, e sim uma presen\u00e7a parental menos interventiva. A crian\u00e7a errava, se entediava, testava limites e precisava se organizar sozinha em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es do dia. Esse treino informal, repetido por anos, fortalecia repert\u00f3rios psicol\u00f3gicos que hoje costumam ser mais guiados por adultos, agendas e monitoramento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Neglig\u00eancia benigna \u00e9 a mesma coisa que descuido?<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o. Esse \u00e9 o ponto mais sens\u00edvel da discuss\u00e3o em psicologia. Neglig\u00eancia benigna, no uso contempor\u00e2neo do termo, descreve um espa\u00e7o de autonomia dentro de um ambiente geralmente seguro, com v\u00ednculo afetivo e supervis\u00e3o ampla, mas n\u00e3o constante. Descuido, omiss\u00e3o e neglig\u00eancia real envolvem risco, desprote\u00e7\u00e3o e preju\u00edzo ao desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a diferen\u00e7a aparece em sinais objetivos. Uma coisa \u00e9 a crian\u00e7a administrar um trajeto conhecido, um conflito simples ou uma espera sem entretenimento imediato. Outra, bem diferente, \u00e9 deix\u00e1-la sem suporte diante de medo, viol\u00eancia, fome ou instabilidade cr\u00f4nica. A cria\u00e7\u00e3o dos filhos saud\u00e1vel exige base segura, n\u00e3o controle total.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/a-psicologia-diz-que-as-geracoes-dos-anos-60-e-70-torna-corpo.jpg\" alt=\"Conflitos simples entre irm\u00e3os tamb\u00e9m treinam toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o.\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Conflitos simples entre irm\u00e3os tamb\u00e9m treinam toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais experi\u00eancias treinavam autorregula\u00e7\u00e3o sem que ningu\u00e9m desse esse nome?<\/h2>\n\n\n\n<p>Muita coisa que hoje parece banal servia como laborat\u00f3rio emocional. A autorregula\u00e7\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es passadas n\u00e3o vinha de discursos sobre habilidades socioemocionais, e sim de repeti\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica em casa, na escola e na rua.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>esperar a pr\u00f3pria vez sem est\u00edmulo imediato<\/li>\n\n\n\n<li>resolver brigas entre irm\u00e3os e vizinhos<\/li>\n\n\n\n<li>lidar com t\u00e9dio sem tela dispon\u00edvel<\/li>\n\n\n\n<li>cumprir pequenos recados e tarefas sozinho<\/li>\n\n\n\n<li>ajustar comportamento a regras do grupo<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Essas experi\u00eancias aumentavam toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, percep\u00e7\u00e3o de consequ\u00eancia e senso de compet\u00eancia. Quando a crian\u00e7a percebe que consegue atravessar um problema sem resgate instant\u00e2neo, ela constr\u00f3i confian\u00e7a interna. Isso ajuda a explicar por que a resili\u00eancia costuma aparecer ligada a viv\u00eancias concretas de adapta\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas a tra\u00e7os de personalidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que a pesquisa mostra sobre autonomia, cria\u00e7\u00e3o dos filhos e resili\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>A psicologia do desenvolvimento tem dado aten\u00e7\u00e3o crescente ao efeito de estilos parentais mais controladores ou mais abertos \u00e0 autonomia. Esse debate importa porque a cria\u00e7\u00e3o dos filhos n\u00e3o molda apenas comportamento vis\u00edvel, mas tamb\u00e9m sensibilidade ao erro, manejo do estresse e flexibilidade diante de contratempos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo <strong>Parenting styles and psychological resilience: The mediating role of error monitoring<\/strong>, publicado no peri\u00f3dico <strong>Developmental Cognitive Neuroscience<\/strong>, n\u00edveis mais altos de superprote\u00e7\u00e3o parental se associaram a menor resili\u00eancia psicol\u00f3gica, enquanto maior permiss\u00e3o de autonomia apareceu ligada a melhor resili\u00eancia. Os autores ainda prop\u00f5em um mecanismo importante: a forma como a pessoa monitora os pr\u00f3prios erros pode mediar essa rela\u00e7\u00e3o entre estilo parental e adapta\u00e7\u00e3o emocional. O trabalho pode ser consultado em <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/37224937\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">registro do estudo no PubMed com refer\u00eancia ao peri\u00f3dico original<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como aplicar essa leitura sem romantizar o passado?<\/h2>\n\n\n\n<p>Nem toda pr\u00e1tica antiga merece ser recuperada. As gera\u00e7\u00f5es passadas tamb\u00e9m conviveram com silenciamento emocional, puni\u00e7\u00e3o excessiva e pouca escuta, fatores que n\u00e3o fortalecem sa\u00fade mental. O ponto \u00fatil da neglig\u00eancia benigna \u00e9 outro: oferecer margem para tentativa, erro, espera e reparo, sem transformar qualquer desconforto infantil em emerg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, isso pode entrar na cria\u00e7\u00e3o dos filhos de modo mais consciente e seguro. Em vez de copiar o passado, vale selecionar o que favorece autonomia real.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>deixar a crian\u00e7a resolver problemas compat\u00edveis com a idade<\/li>\n\n\n\n<li>evitar interromper toda frustra\u00e7\u00e3o nos primeiros segundos<\/li>\n\n\n\n<li>delegar tarefas dom\u00e9sticas com come\u00e7o, meio e fim<\/li>\n\n\n\n<li>reduzir interven\u00e7\u00e3o em conflitos simples entre irm\u00e3os<\/li>\n\n\n\n<li>ensinar estrat\u00e9gias de calma antes de oferecer solu\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que muda quando a inf\u00e2ncia tem espa\u00e7o para resolver problemas?<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando h\u00e1 espa\u00e7o para iniciativa, a crian\u00e7a aprende a avaliar risco, pedir ajuda na hora certa e sustentar pequenas tens\u00f5es sem colapsar. Isso fortalece fun\u00e7\u00f5es executivas, regula\u00e7\u00e3o emocional, tomada de decis\u00e3o e senso de efic\u00e1cia. A resili\u00eancia, nesse cen\u00e1rio, n\u00e3o nasce de dureza nem de indiferen\u00e7a, mas da pr\u00e1tica repetida de enfrentar desafios proporcionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Psicologia, esse olhar ajuda a revisar um equ\u00edvoco comum. Gera\u00e7\u00f5es passadas n\u00e3o ficaram mais fortes apenas porque receberam uma cria\u00e7\u00e3o dos filhos melhor. Em muitos casos, ficaram mais treinadas para o cotidiano porque tiveram menos media\u00e7\u00e3o adulta e mais necessidade de autorregula\u00e7\u00e3o. O desafio atual \u00e9 preservar v\u00ednculo, prote\u00e7\u00e3o e escuta, sem eliminar da inf\u00e2ncia os atritos que ensinam adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resili\u00eancia virou um ponto central no debate sobre inf\u00e2ncia, desenvolvimento emocional e cria\u00e7\u00e3o dos filhos. 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