{"id":235208,"date":"2026-05-01T07:15:00","date_gmt":"2026-05-01T10:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/?p=235208"},"modified":"2026-05-01T05:38:45","modified_gmt":"2026-05-01T08:38:45","slug":"a-psicologia-diz-que-as-geracoes-nascidas-dos-anos-60-e-70-tornaram-se-mais-resilientes-nao-por-melhor-criacao-mas-por-uma-negligencia-benigna-que-obrigou-as-criancas-pequenas-a-se-auto-regular-e-res","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/a-psicologia-diz-que-as-geracoes-nascidas-dos-anos-60-e-70-tornaram-se-mais-resilientes-nao-por-melhor-criacao-mas-por-uma-negligencia-benigna-que-obrigou-as-criancas-pequenas-a-se-auto-regular-e-res\/","title":{"rendered":"A psicologia diz que as gera\u00e7\u00f5es nascidas dos anos 60 e 70 tornaram-se mais resilientes n\u00e3o por melhor cria\u00e7\u00e3o, mas por uma neglig\u00eancia benigna que obrigou as crian\u00e7as pequenas a se auto-regular e resolver problemas"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Gera\u00e7\u00f5es passadas<\/strong> costumam ser lembradas como mais duras, mais desenroladas e menos dependentes de supervis\u00e3o constante. Na psicologia do desenvolvimento, isso abre uma discuss\u00e3o importante sobre <strong>resili\u00eancia<\/strong>, autorregula\u00e7\u00e3o, toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o e repert\u00f3rio de enfrentamento. Nem sempre a diferen\u00e7a veio de uma cria\u00e7\u00e3o infantil melhor, e sim de rotinas com mais autonomia, mais tempo livre e menos interven\u00e7\u00e3o adulta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que essa ideia ganhou for\u00e7a na psicologia?<\/h2>\n\n\n\n<p>A compara\u00e7\u00e3o entre inf\u00e2ncia de d\u00e9cadas atr\u00e1s e inf\u00e2ncia atual aparece com frequ\u00eancia em consult\u00f3rio, escola e pesquisa. Crian\u00e7as nascidas sob uma cria\u00e7\u00e3o infantil mais solta precisavam negociar conflitos na rua, lidar com t\u00e9dio, esperar a vez e encontrar solu\u00e7\u00f5es sem media\u00e7\u00e3o imediata. Esse treino cotidiano fortalecia autonomia emocional e resolu\u00e7\u00e3o de problemas, ainda que nem sempre fosse percebido como educa\u00e7\u00e3o intencional.<\/p>\n\n\n\n<p>Neglig\u00eancia benigna, nesse contexto, n\u00e3o significa abandono grave nem omiss\u00e3o perigosa. O termo aponta para situa\u00e7\u00f5es em que o adulto estava presente na estrutura da vida da crian\u00e7a, mas n\u00e3o monitorava cada passo, cada brincadeira e cada desconforto. Para muitas gera\u00e7\u00f5es passadas, isso produziu pr\u00e1tica repetida de ajuste, improviso e autocontrole.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Autonomia na inf\u00e2ncia realmente melhora a capacidade de enfrentar dificuldades?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Autonomia<\/strong> n\u00e3o nasce de discurso motivacional. Ela se constr\u00f3i quando a crian\u00e7a experimenta pequenas doses de risco manej\u00e1vel, toma decis\u00f5es compat\u00edveis com a idade e lida com consequ\u00eancias reais. Fazer um trajeto curto, administrar um conflito entre amigos ou organizar o pr\u00f3prio tempo s\u00e3o experi\u00eancias que alimentam senso de compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cl\u00ednica psicol\u00f3gica, esse ponto \u00e9 relevante porque resili\u00eancia n\u00e3o \u00e9 tra\u00e7o fixo. Ela depende de aprendizagem, contexto e repeti\u00e7\u00e3o. Quando a cria\u00e7\u00e3o infantil elimina toda frustra\u00e7\u00e3o, toda espera e toda incerteza, a crian\u00e7a pode crescer com menos pr\u00e1tica para se regular diante de imprevistos, cobran\u00e7as e perdas comuns da vida adulta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/a-psicologia-diz-que-as-geracoes-nascidas-dos-anos-60-e-corpo.jpg\" alt=\"Conflitos entre pares tamb\u00e9m ensinam resili\u00eancia e resolu\u00e7\u00e3o de problemas.\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Conflitos entre pares tamb\u00e9m ensinam resili\u00eancia e resolu\u00e7\u00e3o de problemas.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que as gera\u00e7\u00f5es passadas viviam no dia a dia que hoje ficou mais raro?<\/h2>\n\n\n\n<p>Gera\u00e7\u00f5es passadas eram expostas a rotinas simples, mas psicologicamente exigentes. N\u00e3o havia tanta customiza\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia, nem resposta imediata para qualquer inc\u00f4modo. Isso aparecia em comportamentos bem concretos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>brincar sem supervis\u00e3o cont\u00ednua por longos per\u00edodos<\/li>\n\n\n\n<li>resolver discuss\u00f5es entre pares antes da entrada de um adulto<\/li>\n\n\n\n<li>andar pelo bairro e memorizar percursos, hor\u00e1rios e refer\u00eancias<\/li>\n\n\n\n<li>esperar, improvisar e tolerar o t\u00e9dio sem entretenimento permanente<\/li>\n\n\n\n<li>cuidar de tarefas dom\u00e9sticas cedo, com responsabilidade progressiva<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Esse conjunto n\u00e3o prova que tudo era melhor. Mostra apenas que a combina\u00e7\u00e3o entre liberdade, limites b\u00e1sicos e exposi\u00e7\u00e3o a desafios comuns gerava treino de adapta\u00e7\u00e3o. A neglig\u00eancia benigna funcionava, em alguns casos, como espa\u00e7o para ensaio emocional, socializa\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o de efic\u00e1cia pessoal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que a pesquisa cient\u00edfica sugere sobre mobilidade livre e autorregula\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando se fala em desenvolvimento emocional, vale olhar para um elemento que mudou muito nas \u00faltimas d\u00e9cadas: a circula\u00e7\u00e3o independente da crian\u00e7a. Menos liberdade para explorar o bairro, brincar ao ar livre e tomar pequenas decis\u00f5es fora do olhar adulto reduz oportunidades de testar julgamento, autocontrole e iniciativa, todos ligados \u00e0 autonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo <strong>Independent mobility, perceptions of the built environment and children&#8217;s participation in play, active travel and structured exercise and sport<\/strong>, publicado no peri\u00f3dico <strong>International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity<\/strong>, maior mobilidade independente se relacionou com participa\u00e7\u00e3o em brincadeiras ao ar livre e deslocamentos ativos, experi\u00eancias que ampliam repert\u00f3rio de decis\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do ambiente. O trabalho ficou conhecido como PEACH Project e pode ser consultado em <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/20170504\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">p\u00e1gina do estudo no PubMed com dados da publica\u00e7\u00e3o original<\/a>. A pesquisa n\u00e3o defende neglig\u00eancia, mas refor\u00e7a a ideia de que liberdade compat\u00edvel com a idade favorece compet\u00eancias ligadas \u00e0 autorregula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Onde a neglig\u00eancia benigna ajuda, e onde ela passa do ponto?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Neglig\u00eancia benigna<\/strong> \u00e9 um conceito delicado porque pode ser romantizado. H\u00e1 diferen\u00e7a clara entre permitir explora\u00e7\u00e3o gradual e deixar a crian\u00e7a sem prote\u00e7\u00e3o, previsibilidade ou v\u00ednculo. A psicologia do apego, da seguran\u00e7a emocional e do desenvolvimento social mostra que resili\u00eancia cresce melhor quando existe base segura, n\u00e3o quando h\u00e1 desamparo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a distin\u00e7\u00e3o costuma aparecer assim:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>ajuda quando h\u00e1 supervis\u00e3o indireta, rotina est\u00e1vel e risco proporcional \u00e0 idade<\/li>\n\n\n\n<li>ajuda quando a crian\u00e7a pode tentar primeiro e pedir ajuda depois<\/li>\n\n\n\n<li>prejudica quando faltam cuidado b\u00e1sico, escuta e prote\u00e7\u00e3o real<\/li>\n\n\n\n<li>prejudica quando a exposi\u00e7\u00e3o ao estresse \u00e9 intensa, cr\u00f4nica ou humilhante<\/li>\n\n\n\n<li>prejudica quando autonomia vira abandono emocional travestido de independ\u00eancia<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que essa discuss\u00e3o muda na cria\u00e7\u00e3o infantil de hoje?<\/h2>\n\n\n\n<p>A melhor leitura n\u00e3o \u00e9 copiar os anos 60 ou 70, e sim recuperar aquilo que fazia sentido do ponto de vista psicol\u00f3gico. Cria\u00e7\u00e3o infantil saud\u00e1vel combina v\u00ednculo, limite, frustra\u00e7\u00e3o toler\u00e1vel e chance de agir sozinho. Em vez de resolver tudo pela crian\u00e7a, o adulto pode ampliar repert\u00f3rio com perguntas, espera e confian\u00e7a graduada.<\/p>\n\n\n\n<p>Resili\u00eancia, autonomia e manejo emocional continuam sendo metas centrais da Psicologia, inclusive em fam\u00edlias muito presentes. Quando a inf\u00e2ncia tem espa\u00e7o para iniciativa, brincadeira livre, pequenos conflitos e responsabilidade progressiva, a crian\u00e7a pratica exatamente o que tantas gera\u00e7\u00f5es passadas aprenderam sem nome t\u00e9cnico: regular impulsos, sustentar desconforto e seguir funcionando diante da vida real.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gera\u00e7\u00f5es passadas costumam ser lembradas como mais duras, mais desenroladas e menos dependentes de supervis\u00e3o constante. 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