{"id":255284,"date":"2026-06-08T10:24:18","date_gmt":"2026-06-08T13:24:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/?p=255284"},"modified":"2026-06-08T10:24:21","modified_gmt":"2026-06-08T13:24:21","slug":"caverna-basura-gravetos-pinheiro-iluminacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/caverna-basura-gravetos-pinheiro-iluminacao\/","title":{"rendered":"H\u00e1 14.400 anos, cinco pessoas e um c\u00e3o entraram numa caverna escura. O jeito como enxergavam o caminho intrigava os cientistas"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 cerca de 14 mil anos, no fim da \u00faltima Era do Gelo, um pequeno grupo de humanos entrou numa caverna no que hoje \u00e9 o noroeste da It\u00e1lia e caminhou cerca de 800 metros na escurid\u00e3o absoluta \u2014 acompanhado de um c\u00e3o. Como eles enxergavam o caminho? Por d\u00e9cadas, a resposta parecia \u00f3bvia: grandes tochas. Um novo estudo publicado em 2026 mostra que est\u00e1vamos enganados.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa, <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1040618226002211?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">conduzida por uma equipe multidisciplinar de universidades italianas <\/a>na <strong>Caverna de B\u00e0sura<\/strong>, em Toirano (regi\u00e3o da Lig\u00faria), revela que aqueles exploradores n\u00e3o usavam tochas robustas. Eles iluminavam a passagem com <strong>pequenos gravetos de pinheiro em chamas<\/strong>, alguns finos como um dedo. A descoberta muda a forma como entendemos a rela\u00e7\u00e3o entre os primeiros humanos e o subterr\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem eram os exploradores \u2014 e por que isso j\u00e1 foi um mist\u00e9rio<\/h2>\n\n\n\n<p>As pegadas humanas preservadas no ch\u00e3o da Caverna de B\u00e0sura est\u00e3o entre as mais importantes do norte da It\u00e1lia. Curiosamente, quando foram estudadas pela primeira vez, nos anos 1950, os pesquisadores acreditaram que pertenciam a <strong>neandertais<\/strong>. S\u00f3 na d\u00e9cada de 1970, com as primeiras data\u00e7\u00f5es por radiocarbono, ficou claro que eram muito mais recentes: pertenciam a humanos modernos do per\u00edodo <strong>Epigravettiano<\/strong>, uma cultura do final do Paleol\u00edtico Superior, do fim da Era do Gelo.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo era pequeno: a an\u00e1lise das pegadas identificou <strong>cinco indiv\u00edduos<\/strong>, entre adultos e jovens, acompanhados de um can\u00eddeo \u2014 provavelmente um c\u00e3o. Eles entraram na parte mais profunda da caverna, um sal\u00e3o hoje chamado de <strong>&#8220;Sala dos Mist\u00e9rios&#8221;<\/strong> (Sala dei Misteri), onde tamb\u00e9m ficam vest\u00edgios de ursos-das-cavernas (<em>Ursus spelaeus<\/em>) que hibernavam ali h\u00e1 dezenas de milhares de anos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"557\" src=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-255322\" srcset=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-3.png 800w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-3-300x209.png 300w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-3-768x535.png 768w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-3-750x522.png 750w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Caverna de B\u00e0sura: a) mapa da grade de escava\u00e7\u00e3o de 2016 no \u201cSal\u00e3o dos Mist\u00e9rios\u201d. Quadrados escavados em cinza escuro; a linha vermelha mostra o perfil amostrado para an\u00e1lise palinol\u00f3gica. A linha de contorno preta indica a posi\u00e7\u00e3o do corrim\u00e3o da trilha tur\u00edstica constru\u00edda dentro da caverna no s\u00e9culo passado; b) Perfil estratigr\u00e1fico no quadrado B4 mostrando as unidades sedimentares e a localiza\u00e7\u00e3o das amostras palinol\u00f3gicas. Desenho: D. Arobba. Cr\u00e9dito: Arobba et al., Quaternary International (2026); CC BY 4.0<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A pista estava no carv\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A chave para resolver o enigma estava nos fragmentos de carv\u00e3o deixados no ch\u00e3o e nas marcas pretas espalhadas pelas paredes e estalactites do sal\u00e3o. Ao analisar 56 fragmentos de madeira carbonizada, os pesquisadores identificaram que a grande maioria \u2014 <strong>mais de 80% do material<\/strong> \u2014 vinha de galhos jovens e finos, com menos de 2 a 3 cent\u00edmetros de di\u00e2metro. A esp\u00e9cie dominante era o pinheiro do tipo <em>Pinus sylvestris\/mugo<\/em>, o mesmo que formava a vegeta\u00e7\u00e3o esparsa em volta da caverna naquela \u00e9poca, num cen\u00e1rio de estepe fria e arboriza\u00e7\u00e3o rala.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras: nada de grandes tochas de galhos grossos. O combust\u00edvel eram <strong>gravetos pequenos<\/strong>, usados sozinhos ou amarrados em pequenos feixes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A ci\u00eancia testou na pr\u00e1tica<\/h2>\n\n\n\n<p>Para confirmar a hip\u00f3tese, a equipe recorreu \u00e0 <strong>arqueologia experimental<\/strong>. Em 2024, os pesquisadores reproduziram o sistema de ilumina\u00e7\u00e3o numa caverna vizinha, a Santa Lucia Inferiore, com caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0s de B\u00e0sura, mas que nunca foi habitada na pr\u00e9-hist\u00f3ria \u2014 assim, n\u00e3o havia risco de contaminar o s\u00edtio original.<\/p>\n\n\n\n<p>Usando gravetos do mesmo pinheiro, com 1 e 2 cm de di\u00e2metro, eles testaram quanto tempo a chama durava, quanta luz produzia e como um grupo conseguia se mover com seguran\u00e7a. Os resultados foram reveladores:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Mesmo pequenos, os gravetos produziam <strong>luz suficiente<\/strong> para iluminar o caminho e garantir o retorno seguro.<\/li>\n\n\n\n<li>Cada graveto consumia em m\u00e9dia cerca de <strong>4 cm por minuto<\/strong>. Para percorrer 100 metros num terreno irregular, bastava um graveto que queimasse uns 18 cm em cerca de 4 minutos e meio.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Duas chamas eram suficientes<\/strong> para o grupo todo avan\u00e7ar com seguran\u00e7a \u2014 uma com a segunda pessoa da fila, outra com a \u00faltima.<\/li>\n\n\n\n<li>Os gravetos finos <strong>ofuscavam menos<\/strong> os olhos do que tochas grandes e produziam <strong>menos fuma\u00e7a<\/strong>, tornando a jornada mais suport\u00e1vel no ambiente fechado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o grupo se movia no escuro<\/h2>\n\n\n\n<p>A reconstru\u00e7\u00e3o montada pelos pesquisadores \u00e9 quase cinematogr\u00e1fica. O grupo avan\u00e7ava em <strong>fila \u00fanica<\/strong>, cada pessoa com uma das m\u00e3os no ombro de quem ia \u00e0 frente, mantendo-se colado \u00e0 parede da caverna \u2014 exatamente a forma mais segura de se mover no escuro, a mesma estrat\u00e9gia que ursos e lobos adotam em ambientes subterr\u00e2neos desconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os gravetos eram pequenos o bastante para serem carregados com facilidade, e havia um detalhe engenhoso: em trechos onde era preciso engatinhar, dava para <strong>segurar o graveto aceso entre os dentes<\/strong>, liberando as duas m\u00e3os. Quando uma chama enfraquecia, era apaga-da contra a parede e substitu\u00edda pela seguinte \u2014 e foram justamente essas marcas de carv\u00e3o deixadas nas paredes que ajudaram a confirmar a teoria: elas s\u00e3o quase id\u00eanticas \u00e0s marcas produzidas no experimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Estima-se que, para cobrir os cerca de 800 metros de ida e volta at\u00e9 a Sala dos Mist\u00e9rios \u2014 uma jornada de aproximadamente duas horas \u2014, o grupo tenha usado por volta de <strong>20 gravetos<\/strong> de uns 30 cm cada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que essa descoberta importa<\/h2>\n\n\n\n<p>Mais do que um detalhe t\u00e9cnico sobre fogo, o estudo mostra o n\u00edvel de planejamento e conhecimento ambiental dos primeiros humanos. Eles escolhiam a madeira certa, secavam os galhos antes de usar (sinal de que eram coletados de \u00e1rvores vivas, e n\u00e3o apanhados do ch\u00e3o) e dominavam a log\u00edstica de iluminar um ambiente hostil e perigoso o suficiente para transform\u00e1-lo em espa\u00e7o de explora\u00e7\u00e3o \u2014 e, possivelmente, de atividades simb\u00f3licas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Caverna de B\u00e0sura continua guardando enigmas: tr\u00eas outros fragmentos de carv\u00e3o, encontrados presos na base de uma forma\u00e7\u00e3o rochosa, t\u00eam idades diferentes das da caminhada principal, sugerindo que humanos visitaram aquele subterr\u00e2neo em mais de um momento da pr\u00e9-hist\u00f3ria. Cada nova an\u00e1lise acende \u2014 agora com luz da ci\u00eancia \u2014 um peda\u00e7o a mais dessa hist\u00f3ria de 14 mil anos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>Estudo: Arobba, D. et al. &#8220;<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1040618226002211?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Archaeobotanical investigations<\/a> and experimental activity performed at B\u00e0sura Cave (Toirano, NW Italy) reveal clues on Epigravettian cave lighting systems.&#8221; Quaternary International, vol. 772 (2026). Publicado em acesso aberto sob licen\u00e7a CC BY.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de 14 mil anos, no fim da \u00faltima Era do Gelo, um pequeno grupo de humanos entrou numa caverna no que hoje \u00e9 o noroeste da It\u00e1lia e caminhou cerca de 800 metros na escurid\u00e3o absoluta \u2014 acompanhado de um c\u00e3o. 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