{"id":273418,"date":"2026-07-11T14:25:00","date_gmt":"2026-07-11T17:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/?p=273418"},"modified":"2026-07-10T18:38:48","modified_gmt":"2026-07-10T21:38:48","slug":"a-areia-do-deserto-que-ninguem-usava-pode-se-tornar-a-nova-base-das-construcoes-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/a-areia-do-deserto-que-ninguem-usava-pode-se-tornar-a-nova-base-das-construcoes-do-futuro\/","title":{"rendered":"A areia do deserto que ningu\u00e9m usava pode se tornar a nova base das constru\u00e7\u00f5es do futuro"},"content":{"rendered":"\n<p>A falta de areia certa para construir casas e pr\u00e9dios virou uma dor de cabe\u00e7a gigante em v\u00e1rias regi\u00f5es do planeta. Esse material que parece infinito est\u00e1 sumindo r\u00e1pido e encarecendo o pre\u00e7o das obras nas cidades. Uma nova tecnologia desenvolvida por cientistas resolveu esse problema usando a <strong>areia do deserto<\/strong> de um jeito in\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a areia do deserto era considerada in\u00fatil<\/h2>\n\n\n\n<p>As construtoras sempre recusaram o uso desse material porque os gr\u00e3os dele s\u00e3o muito finos e arredondados pelo vento forte. Essa caracter\u00edstica f\u00edsica impede a liga correta na hora de misturar o cimento e fazer o concreto tradicional das vigas. Na pr\u00e1tica, o setor imobili\u00e1rio consome apenas o recurso extra\u00eddo dos leitos dos rios, que est\u00e1 se esgotando de forma perigosa.<\/p>\n\n\n\n<p>O transporte desse insumo por milhares de quil\u00f4metros eleva o custo financeiro e gera uma polui\u00e7\u00e3o absurda com caminh\u00f5es pesados. Engenheiros do Reino Unido decidiram mudar esse cen\u00e1rio criando um aglomerante especial que une esses gr\u00e3os finos sem dificuldades. Essa mistura inovadora reduz o impacto ambiental e abre espa\u00e7o para constru\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis em locais isolados.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"714\" src=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Textured_wall_with_new_bricks_202606230223-1280x714.jpeg\" alt=\"areia do deserto\" class=\"wp-image-264154\" srcset=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Textured_wall_with_new_bricks_202606230223-1280x714.jpeg 1280w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Textured_wall_with_new_bricks_202606230223-300x167.jpeg 300w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Textured_wall_with_new_bricks_202606230223-768x429.jpeg 768w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Textured_wall_with_new_bricks_202606230223-750x419.jpeg 750w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Textured_wall_with_new_bricks_202606230223-1140x636.jpeg 1140w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Textured_wall_with_new_bricks_202606230223.jpeg 1376w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagine viver em uma cidade cercada por dunas, onde parece haver areia infinita por todos os lados, mas, ainda assim, \u00e9 preciso importar material de longe para construir casas e pr\u00e9dios<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/a-maior-floresta-artificial-do-mundo-nasceu-no-deserto-e-conseguiu-impedir-o-avanco-das-tempestades-de-areia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A maior floresta artificial do mundo nasceu no deserto e conseguiu impedir o avan\u00e7o das tempestades de areia<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funciona a fabrica\u00e7\u00e3o com a areia do deserto<\/h2>\n\n\n\n<p>O processo desenvolvido pela empresa Finite utiliza compostos org\u00e2nicos secretos para colar os gr\u00e3os finos sem precisar de altas temperaturas. Os tijolos criados com essa t\u00e9cnica alcan\u00e7am a mesma resist\u00eancia do concreto comum usado em cal\u00e7adas e paredes residenciais. O ponto alto \u00e9 que esse material consome menos da metade da energia gasta na produ\u00e7\u00e3o de um bloco de argila tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o composto pode ser triturado e reutilizado v\u00e1rias vezes em novas obras ap\u00f3s o fim da vida \u00fatil do pr\u00e9dio. Essa caracter\u00edstica reduz o entulho nos lix\u00f5es e cria um ciclo fechado de aproveitamento na constru\u00e7\u00e3o civil. O detalhe \u00e9 que os testes de laborat\u00f3rio comprovaram que a <strong>areia do deserto<\/strong> reage muito bem a esse novo aglomerante ecol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as vantagens reais para o setor de obras<\/h2>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o desse bloco ecol\u00f3gico resolve de imediato o fornecimento de mat\u00e9ria-prima em pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio e da \u00c1frica. Essas regi\u00f5es importavam toneladas de insumos dos rios de outros continentes mesmo estando cercadas por dunas gigantescas. Veja a seguir os principais benef\u00edcios que essa nova tecnologia traz para o mercado mundial:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Economia de \u00e1gua:<\/strong> o processo de cura exige uma quantidade muito menor de l\u00edquido do que o cimento comum.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Isolamento t\u00e9rmico:<\/strong> os blocos barram o calor do sol com mais efici\u00eancia, diminuindo o uso de ar-condicionado.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Custo menor:<\/strong> a abund\u00e2ncia do recurso natural reduz o pre\u00e7o final da estrutura em at\u00e9 trinta por cento.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, as moradias populares em \u00e1reas \u00e1ridas podem ser erguidas com metade do or\u00e7amento atual usando esse recurso local. V\u00e1rios governos j\u00e1 analisam o projeto para liberar as primeiras licen\u00e7as de uso em constru\u00e7\u00f5es habitacionais de grande porte. A novidade promete dar um al\u00edvio financeiro para as prefeituras que sofrem com a escassez de espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/deserto-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-273420\" srcset=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/deserto-1.jpg 1280w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/deserto-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/deserto-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/deserto-1-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/deserto-1-1140x641.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A aplica\u00e7\u00e3o desse bloco ecol\u00f3gico resolve de imediato o fornecimento de mat\u00e9ria-prima em pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio e da \u00c1frica<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O impacto ecol\u00f3gico de usar a areia do deserto<\/h2>\n\n\n\n<p>A extra\u00e7\u00e3o ilegal nos rios destr\u00f3i o habitat de peixes e acelera a eros\u00e3o das margens em velocidade assustadora. Mudar o foco da extra\u00e7\u00e3o para as dunas ajuda a preservar esses ecossistemas aqu\u00e1ticos que est\u00e3o amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o. A <strong>areia do deserto<\/strong> se renova em um ritmo muito mais r\u00e1pido por causa da a\u00e7\u00e3o constante das tempestades de vento.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso do aglomerante org\u00e2nico tamb\u00e9m elimina a emiss\u00e3o de gases poluentes provocada pelos fornos das olarias tradicionais. O setor de engenharia ganha uma alternativa limpa que se encaixa nas novas exig\u00eancias internacionais de preserva\u00e7\u00e3o ambiental. \u00c9 o primeiro passo vi\u00e1vel para zerar a pegada de carbono no canteiro de obras de maneira pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pr\u00f3ximos passos para acompanhar essa nova tecnologia<\/h2>\n\n\n\n<p>O primeiro passo pr\u00e1tico dos pesquisadores \u00e9 padronizar o tamanho dos blocos para atender as normas t\u00e9cnicas internacionais de seguran\u00e7a. Voc\u00ea pode acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o desse material buscando por relat\u00f3rios de arquitetura sustent\u00e1vel e testes estruturais de campo. Fique de olho nas empresas locais de engenharia que j\u00e1 testam misturas semelhantes com res\u00edduos de minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00favida sobre o futuro do setor, invista em conhecimento sobre materiais recicl\u00e1veis e t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o a seco para sua pr\u00f3xima obra. Converse com seu arquiteto sobre alternativas ecol\u00f3gicas para reduzir o desperd\u00edcio de cimento no seu projeto residencial. Adotar pequenas mudan\u00e7as agora garante uma casa mais barata e totalmente alinhada com a preserva\u00e7\u00e3o do planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A falta de areia certa para construir casas e pr\u00e9dios virou uma dor de cabe\u00e7a gigante em v\u00e1rias regi\u00f5es do planeta. 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