Briga de bar

VÍDEO: Mulher acusa policial militar de agressão, após confusão em bar

Caso aconteceu em Planaltina. Segundo o policial, ele reagiu em legítima defesa. Investigação é feita pela Delegacia da Mulher

Mariana Machado
Roberta Pinheiro
postado em 16/08/2020 17:24 / atualizado em 16/08/2020 17:52
 (foto: Reprodução / Redes Sociais)
(foto: Reprodução / Redes Sociais)

Depois de uma briga em um bar de Planaltina, uma mulher, de 26 anos, acusa um Policial Militar que estava de folga, de injúria e agressão física. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Clei Belarmino, 45 anos, desfere um tapa em Thatiane Santos.

A reportagem conversou com Thatiane, que contou que a briga teria se iniciado após um atrito entre ela e uma amiga, com a esposa do policial. “Estávamos na área externa do bar, um pouco afastado, e a minha amiga estava passando mal, porque tinha bebido. Tentei levá-la ao banheiro, quando entramos no estabelecimento foi quando uma moça disse que era ridículo uma mulher daquele jeito”, detalha.

Irritada com o comentário, Thatiane questionou a moça, que a teria xingado e chutado o joelho de Thatiane. Neste momento, elas foram afastadas pelas pessoas ao redor. "Quando consegui me aproximar de novo, para questionar o porquê dela ter me chutado, ele entrou na minha frente e veio pra cima de mim. Ele me puxa, e me agride. Falo com propriedade, a agressão dele não é caso de defesa. Xinguei a esposa dele, mas nem olhei para ele", afirma.

"Queria entender o motivo dela ter me chutado, e por isso me reaproximei. Ele achou que a maneira mais correta de lidar era me dar um tapa. Entrou na frente dela e foi para cima de mim." Depois da confusão, ela esteve na 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), mas não conseguiu registrar ocorrência porque informaram que ela precisaria de atendimento médico primeiro.

Thatiane então foi ao Hospital Regional de Planaltina, onde recebeu laudo de luxação na mão e no braço, além de inflamação no olho, com uma bolha de sangue. Em seguida, prestou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que investiga o ocorrido, e foi encaminhada para o Instituto de Medicina Legal (IML). "Nunca passei por isso na minha vida, e nunca imaginei que ele fosse me agredir. Meus cunhados estavam tentando conversar com ele, mas quando eu cheguei perto, ele ficou valente."

A versão do policial, no entanto, é diferente, alegando legítima defesa. Ele conta que estava acompanhado da esposa e de um casal de amigos. "Na hora de ir embora, ficamos na porta, enquanto os amigos iam ao banheiro. Vinham entrando no bar duas meninas muito bêbadas, ao que a minha esposa comentou comigo que não queria que a nossa filha bebesse, porque é muito feio", recorda.

Thatiane então questionou se o casal falava da amiga dela, ao que Clei teria negado. "Elas estavam querendo bater na minha esposa. Vieram da mesa delas tentar me agredir. Os garçons, vendo aquilo, foram me ajudar a conter a situação e elas em cima, querendo me bater", ressalta.

De acordo com ele, as moças usaram as unhas para agredi-lo, e Thatiane teria pegado uma cadeira para atacá-lo. "O garçom tomou a cadeira, e ela tentou meter a mão na cara da minha esposa. Só deu tempo de tirar a minha mulher, empurrar com uma mão e desferir o tapa com a outra. Foi um impulso. Tinha que me defender de alguma forma. Estou com os braços arranhados, e ela estava descontrolada." Clei também já esteve na delegacia para dar a própria versão do que aconteceu.

Em nota oficial, a Polícia Militar informou que irá investigar o caso.

O Sun Beer Sports Bar, local da confusão, também se pronunciou, dizendo repudiar o ocorrido. "Deixamos claro que não compactuamos com nenhum tipo de violência contra o ser humano, principalmente contra a mulher. Estamos em colaboração com as autoridades responsáveis para a resolução do caso."

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