Obituário

Pioneiro Froylan Pinto Santos morre aos 76 anos

O engenheiro civil lutava há quatro anos contra um câncer de bexiga

Correio Braziliense
postado em 16/08/2020 18:07 / atualizado em 16/08/2020 18:32
Froylan Pinto Santos, a esposa e os netos -  (foto: Reprodução/Instagram)
Froylan Pinto Santos, a esposa e os netos - (foto: Reprodução/Instagram)

Algumas paixões marcaram a vida de Froylan Pinto Santos. Entre elas estavam o futebol, a cidade de Taguatinga e, principalmente, a família. Neste domingo (15/8), o engenheiro civil morreu aos 76 anos, após uma luta de quatro anos contra um câncer de bexiga. 

De acordo com um dos filhos, no ano passado, Froylan recebeu o diagnóstico de metástase do câncer. "Este ano foi mais forte que ele. Ele teve complicações, uma infecção urinária forte. Chegou a sair do hospital ainda muito debilitado e, no último sábado, voltou. Passou a semana lutando", detalhou Froylan Pinto Santos Filho.

A filha Juliana publicou nas redes sociais: "Ele tinha esse olhar de amor. Ele era amor. E por ser amor deixa um legado lindo que está nesse momento junto e lembrando das coisas dele, das músicas dele, da vida dele. Meu pai descansou hoje".

De Salvador, Froylan desembarcou em Taguatinga, onde escreveu um importante capítulo da história da cidade como pioneiro. Entre 1990 e 1991, ele atuou como o 21º Administrador Regional da cidade. Antes, o engenheiro presidiu o Taguatinga Esporte Clube, onde era diretor-presidente e foi sócio fundador do Rotary Club Taguatinga Sul. A ligação com a região era tão forte que constava na data de nascimento: 5 de junho, mesmo data do aniversário de Taguatinga.

Além de Juliana e dos 11 netos, Froylan deixa a esposa, Virgínia Violeta Mendes Santos, e os filhos Froylan Pinto Santos Filho e Roberto Pinto Santos.

O corpo do engenheiro será cremado nesta segunda-feira (17/8) e as cinzas serão lançadas em Guarajuba, na Bahia, onde Froylan tinha uma casa e dizia ser o melhor lugar para ele. A família agradece as mensagens de carinho e apoio. 

"Ele carregava a família nos braços, sempre foi muito apegado à família. Sempre foi presente, mesmo nas horas em que mais trabalhava. Cuidava muito da família e dos irmãos, tinha um apreço enorme. Também amava a profissão. Era engenheiro civil de coração. Quando saiu do hospital, queria trabalhar e resolver problema", descreveu o filho. O pai também tinha um carinho especial por Taguatinga e pelo futebol. "Desde pequeno ele nos levava nas concentrações do Taguatinga Esporte Clube. O Serejão era nossa segunda casa. A gente sorria nas derrotas junto com ele. E adorava Taguatinga, tinha orgulho em dizer que foi administrador da cidade"

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