Fraude

Homem tenta registrar firma em cartório com identidade falsa e é preso

De acordo com a apuração policial, a fotografia e os dados pessoais do documento eram do suspeito, mas a impressão digital e o espelho (papel da identidade) eram falsos

Darcianne Diogo
postado em 18/08/2020 22:52 / atualizado em 18/08/2020 23:56
 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Policiais da 4ª Delegacia de Polícia deflagraram a Operação Betrug e prenderam, nesta terça-feira (18/8), um homem, de 28 anos, acusado de apresentar uma carteira de identidade falsa no Cartório de Notas do Guará para registrar a firma em uma compra de e venda de veículo. Segundo as investigações, a servidora percebeu a fraude e acionou a polícia.

A fotografia e os dados pessoais do documento eram do suspeito, mas a impressão digital e o espelho (papel da identidade) eram falsos, de acordo com a apuração policial. “Normalmente, a falsificação de documentos pessoais é feita para o autor se passar por outra pessoa . Nesse caso, apenas o documento em si era falso, sendo os dados pessoais e a fotografia verdadeiros”, detalhou o delegado à frente das investigações, Ronney Teixeira.

À polícia, o autor alegou que havia feito uma nova carteira de identidade, pois havia perdido a via original. Argumentou, ainda, que, em razão da pandemia, não estavam sendo emitidas novas carteiras de identidade pela Polícia Civil. No entanto, em 15 de junho, a PCDF retomou os agendamentos para emissão dos documentos. O serviço voltou a ser disponibilizado nos postos de Identificação Biométrica, nas delegacias e nos postos do Na Hora.

O suspeito, que já tinha passagem por um crime de estelionato, praticado em 2018, responderá, agora, por crime de uso de documento público falso e, caso condenado, poderá pegar de 2 a 6 anos de prisão. O nome da operação Betrug significa fraude em alemão.

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