Pandemia

PMDF suspende cirurgias eletivas para usuários do plano de saúde

Comunicado enviado por circular em 17 de agosto justifica cortes nas despesas, impactadas pela pandemia do novo coronavírus

Thais Umbelino
postado em 19/08/2020 12:09 / atualizado em 19/08/2020 12:09
Usuários do plano de saúde da corporação poderão ser atendidos apenas em casos de urgência e emergência -  (foto: Sargento Wander PMDF/Divulgação)
Usuários do plano de saúde da corporação poderão ser atendidos apenas em casos de urgência e emergência - (foto: Sargento Wander PMDF/Divulgação)

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) suspendeu a realização de cirurgias eletivas para usuários do plano de saúde da corporação. O comunicado foi enviado aos militares por meio de circular, em 13 de agosto. Em justificativa, o Departamento de Saúde e Assistência Pessoal (Dsap) relatou que busca equilibrar as despesas crescentes durante o período da pandemia.

“Fica suspensa a emissão de guias de autorização para os seguintes contratos: a) Contrato 2237 (Serviços de Assistência Médico-Hospitalar e correlata, na área específica de Assistência Clínica e Cirúrgica em geral, em caráter eletivo, em todas as especialidades e/ou subespecialidades médicas). b) Contrato 2962 (Atendimento Ambulatorial em Imagenologia, Laboratório de Análises Clínicas, Medicina Transfusional, Genética, Anátomo Patologia e Citopatologia)”, explica trecho da circular.

A medida, segundo a PMDF, será mantida enquanto durar o período de pandemia ou mediante comunicação expressa da chefia do Dsap. A suspensão, porém, não atinge os atendimentos de emergência e urgência, sendo eles:oncológicos, de hemodiálise, cardiológicos, home care, psiquiátricos e de saúde mental, além de outros casos que possuem caráter urgente e não podem ser interrompidos sob risco de agravamento do quadro clínico do paciente. Para manter o atendimento, o paciente deve encaminhar pedido para apreciação dos médicos da corporação.

Cortes

Em circular, o Dsap esclareceu que, devido à pandemia, foi necessário destinar “grande parte do seu orçamento” para custos das despesas com serviços de urgência e emergência, que teve aumento para tratamento de vítimas da covid-19. Além disso, houve negativa na solicitação de abertura de Crédito Suplementar à Secretaria de Economia.

Também foram implementadas outras medidas para racionalização das despesas como auditoria rigorosa das contas médicas com aplicação de protocolos mais exigentes, fiscalização efetiva dos contratos vigentes e regulação/controle rígido dos serviços oncológicos.

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