Derrubada

Vídeo: em protesto, moradores do 26 de Setembro incendeiam rodovia

Os manifestantes usaram pneus e atearam fogo impedindo a passagem de veículos. A ação é um protesto pela derrubada das moradias. Bombeiros e Polícia Militar estão no local

Jonathan Luiz*
postado em 20/08/2020 10:14 / atualizado em 20/08/2020 15:52
Manifestantes reclamam que ninguém dá informações sobre o porquê da derrubada das casas -  (foto: Foto/Roger Brasil)
Manifestantes reclamam que ninguém dá informações sobre o porquê da derrubada das casas - (foto: Foto/Roger Brasil)

Moradores do Acampamento 26 de Setembro bloquearam a rodovia na manhã desta quinta-feira (20/8) em protesto às derrubadas feitas pela equipe do DF Legal. O grupo usou pneus e fogo para impedir a passagem dos carros. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar estão no local.

Segundo informações divulgadas no grupo de comunicação da PM, os moradores foram comunicados de que as derrubadas estão suspensas. Diante disso, teria sido feito um acordo de liberação da pista.

A desocupação começou na manhã de ontem (19/8) e terminou em confronto com as forças de segurança. A PM usou gás lacrimogêneo e os moradores jogaram pedras. Uma mulher ficou ferida na cabeça. “A equipe do DF Legal chegou sem notificar os moradores, sem um aviso prévio, sem uma decisão judicial, sem nada”, aponta o representante comunitário Roger Brasil.

A manifestação começou por volta de 6h40 desta quinta-feira (20/8), e não tem hora para acabar. “A nossa esperança é que alguém do governo chame a gente para fazer alguma negociação, mostrar qual é o fundamento das derrubadas porque o local não é invasão. Ninguém explica nada para os moradores”, salienta Roger.

“Caso a situação continue como previsto, o DF Legal entrar aqui e derrubar as casas, machucar as pessoas, a reação da população pode ser imprevisível. Hoje fechamos a BR, mas não dá para saber como vai ficar o ânimo das pessoas. Não dá para saber como as pessoas vão reagir”, diz o representante comunitário.

A Secretaria DF Legal informou que a área é de proteção ambiental e não está regularizada. Além disso, a pasta destacou que as casas derrubadas não possuíam moradores. Algumas residências estavam com móveis, apesar de não morar ninguém no local, de acordo com o órgão. Os objetos foram retirados no momento da demolição. .



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