Violência contra a mulher

Feminicídio: Homem mata companheira, posta foto, e tenta suicídio

Vítima foi degolada. Agressor está internado no Hospital Regional de Ceilândia, com perfurações no tórax, abdômen e pescoço

Mariana Machado
postado em 20/08/2020 08:53 / atualizado em 20/08/2020 09:27
 (foto: Reprodução / Facebook)
(foto: Reprodução / Facebook)

O Distrito Federal registrou mais um feminicídio na madrugada desta quinta-feira (20/8). Caso aconteceu no Sol Nascente. Sônia Miranda Luz, 35 anos, foi degolada pelo próprio companheiro, Izildo Neto Simão dos Santos, 34 anos, que, em seguida, publicou uma foto do corpo da vítima e, então, tentou se matar.

O sobrinho de Sônia acionou a Polícia Militar para prestar socorro, mas, ao chegar ao local, os militares encontraram a mulher já sem vida, no sofá da sala. O agressor estava com um corte, feito por faca, no abdômen, e outro no pescoço, mas ainda respirava.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) esteve no local e transportou Izildo para o Hospital Regional de Ceilândia, onde recebeu atendimento no centro cirúrgico. De acordo com a corporação, ele tinha duas perfurações no pescoço, uma no tórax, e duas na região abdominal.

Os policiais militares se deslocaram para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam II), para registro da ocorrência.

ONDE PEDIR AJUDA?

Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência — Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
Telefone: 180 (disque-denúncia)

Centro de Atendimento à Mulher (Ceam)
» De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
» Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia, Planaltina

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)
» Entrequadra 204/205 Sul - Asa Sul
(61) 3207-6172

Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos
Telefone: 100

Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar**
Telefones: (61) 3910-1349 / (61) 3910-1350

O QUE É FEMINICÍDIO?

Reconhecido como crime hediondo desde 2015, o feminicídio consiste no assassinato de mulheres por razão de gênero. Conhecer as nuances e as características que envolvem esse tipo de violação, é fundamental para ter um enfrentamento efetivo e evitar que existam novas vítimas.

Fonte: Agência Patrícia Galvão

VOCÊ SABE QUAIS SÃO OS TIPOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER?

Nem todos sabem, mas a violência contra a mulher vai muito além de agressões, estupros e assassinatos. A Lei Maria da Penha sancionada em 2006, classifica em cinco categorias os tipos de abuso cometido contra o sexo feminino, são eles: violência física, violência moral, violência sexual, violência patrimonial e violência psicológica.

Além das violências físicas mais conhecidas como as agressões, estão também enquadradas na primeira categoria ações como atirar objetos com a intenção de machucar a mulher, apertar os braços, sacudi-la e segurá-la com força.

A violência moral está atrelada ao constrangimento que o agressor pode causar a vítima como expor a vida íntima do casal para outras pessoas e o vazamento de fotos íntimas na Internet. Calúnias, difamação ou injúria também fazem parte desse tipo de violência.

Diferentemente do que muitos podem pensar, a violência sexual não se resume a forçar uma relação íntima . Obrigar a mulher a fazer atos que a causem desconforto, impedi-la de usar métodos contraceptivos, ou a abortar, também são considerados formas de opressão.
Controlar os bens , guardar ou tirar dinheiro sem autorização da mesma, e causar danos de propósito em objetos são alguns exemplos de violência patrimonial.

Por fim, a violência psicológica consiste em diminuir a autoestima da mulher, sendo com humilhações, xingamentos, desvalorização moral que implicam em violência emocional. Tirar direitos de decisão e restringir liberdade também fazem parte da última categoria.

Fonte: Agência Patrícia Galvão

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