Violência

Violência contra a mulher: GDF cria novos canais de denúncia e acolhimento

A Secretaria da Mulher do DF intensificou ações de conscientização e criou mais meios de atendimento

Samara Schwingel
postado em 23/08/2020 11:03 / atualizado em 23/08/2020 11:03
 (foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)

Durante o período de isolamento social, adotado como medida de prevenção contra a covid-19, as mulheres estão ainda mais vulneráveis e suscetíveis a situações de violência. Por isso, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a assistência social e acolhimento às vítimas tornou-se ainda mais importante.

A Secretaria da Mulher do Distrito Federal mantém disponíveis todos os serviços de assistência à mulher, desde o início da pandemia. Além disso, a pasta intensificou as ações de conscientização e criou mais canais de atendimento.

Os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceam) estão abertos e funcionam de segunda a sexta-feira, em horário especial, de 10h às 16h30, com atendimento feito de modo adaptado às novas regras de distanciamento social.

Já os Núcleos de Atendimento às Famílias e aos Autores de Violência Doméstica (Nafavd) oferecem atendimento remoto, e, em casos de urgência, os servidores podem acessar as dependências das sedes do MPDFT e TJDFT para realização de atendimentos individuais presenciais das vítimas, familiares e autores da agressão.

A Casa Abrigo, que ampara mulheres em situação de risco de morte, está funcionando normalmente. As vítimas de violência familiar e doméstica chegam até lá por meio de um encaminhamento da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), após denúncias.

Novos meios

Além de manter os canais de atendimento já existentes, a secretaria lançou a campanha Mulher, você não está só. A ideia é facilitar o acesso das mulheres aos canais de atendimento.

Agora, são dois novos meios de contato para quem quiser denunciar o agressor: o número de WhatsApp (61) 99145-0635 e o e-mail vocenaoestaso@mulher.df.gov.br, disponíveis durante 24 horas. As mulheres podem pedir ajuda a qualquer momento para serem orientadas por especialistas e encaminhadas para os programas de assistência da governo local.

Dados

De acordo com o balanço da Central de Atendimento à Mulher, em 2019, o DF foi a segunda unidade da Federação em números de denúncias de violência contra a mulher. A violência física é a mais praticada (61,11%), seguida da violência moral (19,85%) e da tentativa de feminicídio (6,11%).

Nos primeiros seis meses de 2020, o índice de flagrantes relacionados à Lei Maria da Penha registrados pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) aumentou 13%. Durante o período, foram 1.885 registros, contra 1.668 casos no ano passado. Em relação à violência doméstica, foram 9.910, em 2019, e 9.702, em 2020.

Onde pedir ajuda?


Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência — Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
Telefone: 180 (disque-denúncia)

Centro de Atendimento à Mulher (Ceam)
» De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
» Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia, Planaltina

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)
» Entrequadra 204/205 Sul - Asa Sul
(61) 3207-6172

Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos
Telefone: 100

Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar**
Telefones: (61) 3910-1349 / (61) 3910-1350

O QUE É FEMINICÍDIO?


Reconhecido como crime hediondo desde 2015, o feminicídio consiste no assassinato de mulheres por razão de gênero. Conhecer as nuances e as características que envolvem esse tipo de violação, é fundamental para ter um enfrentamento efetivo e evitar que existam novas vítimas.
Fonte: Agência Patrícia Galvão

Tipos de violência contra a mulher


Nem todos sabem, mas a violência contra a mulher vai muito além de agressões, estupros e assassinatos. A Lei Maria da Penha sancionada em 2006, classifica em cinco categorias os tipos de abuso cometido contra o sexo feminino, são eles: violência física, violência moral, violência sexual, violência patrimonial e violência psicológica.

Além das violências físicas mais conhecidas como as agressões, estão também enquadradas na primeira categoria ações como atirar objetos com a intenção de machucar a mulher, apertar os braços, sacudi-la e segurá-la com força.

A violência moral está atrelada ao constrangimento que o agressor pode causar a vítima como expor a vida íntima do casal para outras pessoas e o vazamento de fotos íntimas na Internet. Calúnias, difamação ou injúria também fazem parte desse tipo de violência.

Diferentemente do que muitos podem pensar, a violência sexual não se resume a forçar uma relação íntima . Obrigar a mulher a fazer atos que a causem desconforto, impedi-la de usar métodos contraceptivos, ou a abortar, também são considerados formas de opressão.
Controlar os bens , guardar ou tirar dinheiro sem autorização da mesma, e causar danos de propósito em objetos são alguns exemplos de violência patrimonial.

Por fim, a violência psicológica consiste em diminuir a autoestima da mulher, sendo com humilhações, xingamentos, desvalorização moral que implicam em violência emocional. Tirar direitos de decisão e restringir liberdade também fazem parte da última categoria.
Fonte: Agência Patrícia Galvão

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