Força-tarefa

Hospital de Base promove mutirão de cirurgias para reduzir filas

Serão feitos mais de 200 procedimentos cardiovasculares e de hemodinâmica nas próximas duas semanas, o que ajudará a reduzir a ocupação de hospitais e evitar contágios por covid-19

Correio Braziliense
postado em 27/08/2020 22:54 / atualizado em 27/08/2020 22:54
A previsão da força-tarefa é de realizar 22 cirurgias em pacientes já internados -  (foto: Davidyson Damasceno / Agência IGESDF)
A previsão da força-tarefa é de realizar 22 cirurgias em pacientes já internados - (foto: Davidyson Damasceno / Agência IGESDF)

O Hospital de Base vai realizar uma força-tarefa para procedimentos cardiovasculares e de hemodinâmica no intuito de atender a demanda do Distrito Federal. Os procedimentos serão realizados nas próximas duas semanas. Durante a ação, serão tratadas as lesões arteriais graves para reduzir o risco de mortes, aumentar a desospitalização e mitigar o risco de contágio pela covid-19.

A previsão da força-tarefa é de realizar 22 cirurgias em pacientes já internados, 120 cateterismos e mais de 60 procedimentos terapêuticos, além dos atendimentos diários de infartados, cateterismos cardíacos e neurológicos e os arteriais periféricos. Durante o período da ação, estarão disponíveis seis leitos de retaguarda coronarianos e dois para a hemodinâmica.

Segundo a chefe da cirurgia cardíaca do Base, Tatiana Maia, a doença cardíaca é a que mais mata pessoas mesmo fora da pandemia. Por isso, a ação deve desafogar a fila de pacientes do Distrito Federal, com atendimento intensivo e personalizado tanto das doenças arteriais coronárias, como das doenças arteriais periféricas.

“Esses pacientes correm riscos ao permanecerem internados. Porém, não podem voltar para casa sem o tratamento, daí a importância da realização desse mutirão que contemplará a desospitalização e a demanda reprimida”, completa.

Com um novo equipamento de hemodinâmica, o gerente geral de assistência do HB, Lucas Seixas, conta que o Hospital de Base dobrou a capacidade de atendimento frente às demandas que está recebendo.

“Uma boa medicina salva muitas vidas. Por isso, todo o esforço está sendo realizado para dar assistência de qualidade e segurança a todos os pacientes arteriais. As equipes estão trabalhando de forma integrada e colaborativa para que os melhores resultados sejam alcançados”, afirma Lucas.

De acordo com o diretor-presidente do Iges-DF, Sergio Costa, o Hospital de Base se reestruturou, nos últimos meses, para dar a melhor resposta aos pacientes dessas especialidades.

“Os setores foram equipados, houve contratação de novos profissionais para a hemodinâmica, cardiologia e cirurgiões cardíacos. Então, nossa ideia é que, em conjunto com a Secretaria de Saúde, a força-tarefa seja contínua em todas as áreas onde houver necessidade de reduzir os riscos de vida e o tempo de espera dos nossos pacientes”, destaca o presidente.

 

  • Durante o período da ação, estarão disponíveis seis leitos de retaguarda coronarianos e dois para a hemodinâmica.
    Durante o período da ação, estarão disponíveis seis leitos de retaguarda coronarianos e dois para a hemodinâmica. Foto: Davidyson Damasceno / Agência IGESDF
  • Objetivo da força-tarefa é reduzir filas de pacientes.
    Objetivo da força-tarefa é reduzir filas de pacientes. Foto: Davidyson Damasceno / Agência IGESDF

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