Segurança Pública

No DF, mulheres eram encarregadas de receber dinheiro de integrantes do PCC

Duas suspeitas foram presas durante operação da PF para desarticular grupos do PCC em todo o território nacional. Foram cumpridos 623 ordens judiciais no DF e em 19 estados

Darcianne Diogo
postado em 31/08/2020 16:29 / atualizado em 31/08/2020 16:29
 (foto: Polícia Federal/Divulgação)
(foto: Polícia Federal/Divulgação)

Durante a deflagração da operação para desarticular o Primeiro Comando da Capital (PCC) — maior facção criminosa do país, liderada por Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola — em todo o território nacional, a Polícia Federal cumpriu, no DF, dois mandados de prisão e três de busca e apreensão. Segundo apurou a reportagem do Correio, duas mulheres foram presas em Brasília.

As suspeitas moravam em Águas Claras e em Ceilândia. Elas não participação do tráfico de drogas, no entanto, recebiam o dinheiro dos integrantes da facção criminosa.

Mais de 1,1 mil policiais cumpriram 623 ordens judiciais, sendo 422 mandados de prisão e 201 de busca e apreensão no DF e em 19 estados, além do bloqueio judicial de até R$ 252 milhões.

As investigações apontaram que líderes da facção, mesmo presos, recebiam uma espécie de auxílio. O valor era repassado aos criminosos por meio de contas de parentes indicadas por eles. Além dos líderes, quem cumpria tarefas consideradas mais complexas, como o assassinato de agentes públicos, também recebia os repasses.

De acordo com a PF, os dados obtidos na Operação Caixa Forte - Fase 1 revelaram que os valores auferidos com o comércio ilícito de drogas eram, em parte, canalizados para inúmeras outras contas bancárias da facção, inclusive para as contas do ‘Setor da Ajuda’, aquele responsável por recompensar membros da facção recolhidos em presídios".

A polícia informou que os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar a 28 anos de prisão. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte (MG).

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