Obituário

Morre Antonio Botelho, o "Lua", figura conhecida em Taguatinga

Lua morreu na noite desta segunda-feira (7/9), aos 55 anos, vítima do novo coronavírus

Jonathan Luiz*
postado em 08/09/2020 10:27 / atualizado em 08/09/2020 13:48
Lua era conhecido como um homem de muitos amigos e que vivia a vida intensamente -  (crédito: Reprodução/redes sociais)
Lua era conhecido como um homem de muitos amigos e que vivia a vida intensamente - (crédito: Reprodução/redes sociais)

Taguatinga perdeu uma figura querida na noite desta segunda-feira (7/9). Trata-se do empresário Antonio Luiz Botelho, 55 anos, mais uma vítima da covid-19. Conhecido como Lua, ele fazia parte da cena cultural da cidade.

Lua deixou lembranças e boas amizades. Muito querido na QNE, em Taguatinga, ele gostava de frequentar bares sempre rodeado de amigos. A sobrinha, Roberta Botelho, 39, fala do tio como um homem de coração grande. “Ele era um cara muito amado por todos, tinha um grande coração e muitos amigos. Era mais que um tio, era um pai, um amigo, um irmão mais velho. Amava e vivia a vida intensamente. Vai deixar muitas saudades”, diz Roberta.

Mineiro da cidade de Abaeté, Lua era o caçula entre 10 irmãos. Chegou à capital ainda jovem, em 1969. Ele deixou, além dos amigos, dois filhos: Luan e Lauro.

Na parte cultural de Taguatinga, Márcio Rodrigues, 56, amigo do Lua desde o inicio da década de 1980, conta que o companheiro foi um dos pioneiros a montar uma adega na cidade. "Eramos uma turma muito grande, unida. Em meados de 1980, o da Lua abriu uma taberna em Taguatinga, foi um dos pioneiras a abrir esse estabelecimento na cidade", conta.

Márcio diz que o bar foi aberto por Lua e pelo irmão Otaviano. "Eles montaram esse local especial, e nós participávamos intensamente das manifestações de Taguatinga, como o Movimento de Arte e Cultura", expressa.

Além disso, Antonio participou de movimentos políticos. "Chegamos a integrar a luta dos Diretas Já. Dessa forma, o lugar se tornou rapidamente um point ,um lugar alternativo em Taguatinga, local que poderíamos discutir cultura e politica ", finaliza,

Estagiário sob supervisão de Nahima Maciel

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