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Intenção de consumo das famílias sobe em agosto, após 5 meses em queda

Levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) indica que o índice alcançou 66 pontos. No mesmo mês do ano passado, indicador era de 96,9

Correio Braziliense
postado em 15/09/2020 18:01 / atualizado em 15/09/2020 21:52
Aos poucos, o consumidor volta às compras com a reabertura das lojas -  (crédito: Minervino J?nior/CB/D.A Press - 12/6/20                 )
Aos poucos, o consumidor volta às compras com a reabertura das lojas - (crédito: Minervino J?nior/CB/D.A Press - 12/6/20 )

Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) divulgada nesta terça-feira (15/9) indica que a intenção de consumo das famílias (ICF) voltou a crescer na capital do país. Após cinco meses em queda, o índice que verifica essa tendência subiu em agosto, atingindo 66 pontos. No mesmo mês de 2019, o levantamento havia registrado 96,9 pontos.

O ICF varia em uma escala de 0 a 200, sendo que resultados abaixo de 100 indicam pessimismo por parte da população. No caso das famílias que recebem acima de 10 salários-mínimos (R$ 10.450,00), a intenção de consumo caiu de maneira considerável entre março e maio, mas manteve-se praticamente estável nos meses seguintes.

Intenção de consumo das famílias do DF
Intenção de consumo das famílias do DF (foto: Fecomércio-DF/Reprodução)

Em relação ao emprego, o estudo mostrou que 32,6 % dos entrevistados estão menos seguros do que em 2019; 40,9%, sentem-se da mesma maneira que no ano passado em relação à carreira; 15,2%, consideraram-se mais seguros; e 8,4% estão desempregados. Os demais não souberam opinar.

Entre as famílias que recebem acima de 10 salários-mínimos, a avaliação sobre a renda foi diferente em relação àquelas que ganham abaixo disso: 47,4% consideraram que a renda está igual à de 2019 e 23,2% disseram que ela está melhor. Dos entrevistados que recebem até 10 salários-mínimos, 41,9% consideraram a renda igual à do ano passado e 42,9% avaliaram que ela está pior do que em 2019.

No caso do acesso ao crédito, 36% dos entrevistados afirmaram que está mais difícil conseguir esse serviço para efetuar compras a prazo. Além disso, 65,9% disseram estar comprando menos que em 2019 e 73,4% consideram o momento ruim para a aquisição de bens duráveis, como eletrodomésticos. Segundo 59,9% dos participantes da pesquisa, a tendência é que isso se mantenha nos próximos meses.

A pesquisa de ICF analisa como o consumidor avalia aspectos importantes da condição de vida da família, tais como a sua capacidade de consumo, atual e de curto prazo; nível de renda doméstico; segurança no emprego; e qualidade de consumo. O levantamento levou em conta uma amostra de 600 famílias e tem intervalo de confiança de 95%. As entrevistas ocorreram nos últimos 10 dias de julho.

Presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia considera que as famílias estão retomando a confiança para fazer compras em lojas presenciais, mas diz que ainda falta muito para o DF chegar ao nível de janeiro e fevereiro. "O consumidor não deixou de comprar na pandemia, mas migrou para o comércio eletrônico. Agora, essa prática (da venda presencial) começa a voltar aos poucos. A pesquisa é muito positiva, considerando o contexto do momento, e nos dá esperança de que até dezembro chegaremos perto de 100 (pontos)", acredita Francisco.

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