Economia

GDF encaminha projeto de prorrogação do auxílio a transporte escolar

O governador Ibaneis Rocha (MDB) assinou o PL e o encaminhou para o Legislativo nesta terça-feira (20/10). O investimento total do GDF será de aproximadamente R$ 3,1 milhões.

Samara Schwingel e Cibele Moreira
postado em 20/10/2020 14:49 / atualizado em 20/10/2020 15:59
O auxílio será prorrogado por mais três meses -  (crédito: Ed Alves/CB/ D.A Press)
O auxílio será prorrogado por mais três meses - (crédito: Ed Alves/CB/ D.A Press)

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou, nesta terça-feira (20/10), o Projeto de Lei que prevê a extensão por mais três meses do auxílio emergencial para proprietários de transportes escolares no DF. O texto, de autoria do presidente da Câmara Legislativa do DF, Rafael Prudente (MDB), e do deputado distrital Valdelino Barcelos (Progressistas). 

O governador assinou o PL junto a representantes da categoria, deputados distritais e secretários de governo. De acordo com a proposta, o benefício de R$ 600 será cedido mensalmente à categoria. Serão beneficiados 1.505 proprietários de ônibus e micro-ônibus ou outros veículos destinados ao transporte coletivo escolar. 

O investimento total do GDF será de aproximadamente R$ 3,1 milhões. Agora, o texto depende de aprovação dos deputados distritais para ser transformado em lei. 

Reivindicação 

No entanto, motoristas do transporte escolar reivindicam o valor ofertado pelo governo. Nos meses de julho, agosto e outubro a categoria recebeu o quantitativo de R$ 1.200, o dobro da quantia ofertada para a prorrogação do auxílio. "Os R$ 1.200 já ficava apertado, agora imagine com a metade? Queremos um auxílio que posso pelo menos nos manter", ressaltou Geovânio Marques Sousa, 55 anos, que trabalha com o transporte escolar no Distrito Federal há 24 anos. 

"Muitos colegas tiveram que devolver os carros porque não conseguiram pagar as parcelas do financiamento. Está complicado para todo mundo. Fomos os primeiros a parar e ainda não voltamos", pontua Geovânio. Mesmo com o retorno das aulas presenciais nos colégios particulares, o fluxo de passageiros ainda é pouco e não compensa. 

"Rodar com cinco alunos não dá para pagar o combustível", afirma Francisco Vieira de 56 anos. Ele que trabalha com o transporte escolar a mais de 30 anos está sentindo na pele a dificuldade de pagar as contas. "Sempre paguei tudo certinho e hoje estou com aluguel atrasado, conta para pagar. Quem está me segurando é meu filho, sem ele não teria condições para comprar comida", relata. 

O pleito da categoria está em votação na Câmara Legislativa. Caso a reivindicação deles não seja atendida, os motoristas demonstraram um interesse para uma manifestação em frente ao Buriti. 

 

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