Aedes aegypti

Dengue: mais de 900 mil casas no DF foram vistoriadas em 2020

Ao todo, 700 profissionais participaram das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti coordenadas pela Vigilância Ambiental

Correio Braziliense
postado em 20/10/2020 18:01 / atualizado em 20/10/2020 18:01
O mosquito infesta, principalmente, águas paradas e as vistorias ajudam a combater os focos -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O mosquito infesta, principalmente, águas paradas e as vistorias ajudam a combater os focos - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O trabalho de combate à dengue continuou mesmo durante a pandemia. De janeiro a setembro deste ano, a Vigilância Ambiental visitou 909.094 residências no Distrito Federal para verificar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, febre amarela, chikungunya e zika.

A ação contou com a participação de 700 profissionais para orientar os brasilienses sobre os cuidados e prevenção da dengue. Cerca de 48 mil depósitos de água precisaram ser tratados com o uso de larvicida.

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, alerta que os principais criadouros do mosquito ainda são encontrados nas residências, principalmente nos quintais, em baldes sem tampa, vasilhas, pratos de plantas e caixas d’água destampadas. “Por isso, não se pode descuidar da atenção a pequenos reservatórios, como vasos de plantas, calhas entupidas, garrafas, lixo a céu aberto, bandejas de ar-condicionado, poço de elevador, entre outros”, ressaltou

O Distrito Federal tem, atualmente, 45.348 casos prováveis de dengue – número que representa aumento de 22,42% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, a capital apresentou uma queda no número de mortes em consequência da doença. Neste ano foram registradas 44 vítimas, e no mesmo período do ano passado foram contabilizados 52 óbitos.

Ações

Com o objetivo de reduzir a proliferação do Aedes aegypti em todo o Distrito Federal, diversas ações foram realizadas ao longo do ano, como visitas domiciliares e atividades educativas de prevenção.

“A Secretaria de Saúde trabalha de acordo com o que preconiza o Programa Nacional de Combate à Dengue, realizando vistorias diárias para levantamento e identificação do nível de infestação vetorial, e, em cima desse nível, desenvolve diversas metodologias de combate à dengue”, explica o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero.

Quando há confirmação de casos, as equipes fazem borrifação de larvicida em um raio de 300 m², informa o subsecretário. “Em seguida, é feita investigação epidemiológica e, em cima dessa investigação, são tabulados os dados desta região para o tratamento espacial”, relata.

Segundo Valero, os agentes de Vigilância Ambiental também estão colocando armadilhas para diminuir a quantidade de mosquitos. Ao adentrar o equipamento, o inseto sai impregnado pelo larvicida e, a partir daí, “contamina” outros depósitos, o que contribui para evitar a superpopulação de transmissores da doença.

O governo também tem atuado em parceria com vários órgãos com o objetivo de eliminar possíveis focos do mosquito, como o mapeamento por drones pelo Corpo de Bombeiros, recolhimento de sucatas com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), retirada de lixo e entulho pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e apoio operacional das administrações regionais.

 

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