IBGE: DF alcança maior número de desempregados desde maio

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula 215 mil desempregados no DF em setembro, maior número de pesquisa PNAD covid-19, que começou em maio

Alan Rios
postado em 24/10/2020 09:59
 (crédito: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
(crédito: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

Os impactos econômicos da pandemia do novo coronavírus seguem deixando marcas no Distrito Federal. A Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) covid-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou, em setembro, o maior número de pessoas desempregadas na capital desde o começo das análises, em maio. São 215 mil desocupados no DF, dado que subiu pelo segundo mês consecutivo. A PNAD covid-19 mostrou 203 mil desempregados em junho, 199 mil em julho e 202 mil em agosto.

A taxa de desocupação, que leva em conta a proporção entre desempregados e força de trabalho, também foi a maior da pesquisa em setembro, chegando a 14,1%. Ela também é a maior taxa de todo o Centro-Oeste. A informalidade também teve destaque no levantamento. Ao todo, o DF registrou 382 mil ocupados nesta modalidade, o segundo maior valor desde o começo da pesquisa, atrás do período de maio, em que havia 383 trabalhadores informais. Este é, porém, o maior percentual de informais na população ocupada em cinco meses, chegando a 29,2%.

A PNAD covid-19 considera como informais aqueles que são empregados do setor privado sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregadores que não contribuem para o INSS, trabalhadores por conta própria que não contribuem para o INSS e trabalhadores não remunerados em ajuda a morador do domicílio ou parente. Em relação aos formalmente ocupados, 281 mil moradores do DF estavam trabalhando de forma remota, o que representa 23,3% do total e destaca-se como o maior percentual do país.

Auxílio emergencial

A pesquisa também mostra uma desigualdade nos lares de famílias que recebem e que não recebem o auxílio emergencial do governo Federal. Os domicílios em que alguém recebe o auxílio têm um rendimento real domiciliar per capita médio de R$ 965,00, enquanto as casas de moradores do DF que não recebem o auxílio possuem o rendimento médio de R$ 3.027,00.

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