Cultura

Artistas de coletivos das RAs pedem diálogo com a Secretaria de Cultura

No encontro com o secretário-executivo de cultura, Bartolomeu Rodrigues, o grupo relatou a transformação que a arte teve na vida de cada um e pediu para que houvesse diálogo em relação aos recursos e às políticas públicas destinadas ao setor

Jéssica Cardoso*
postado em 29/10/2020 16:12 / atualizado em 29/10/2020 16:12
Durante o encontro, o secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, ressaltou a importância da Lei Aldir Blanc -  (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Durante o encontro, o secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, ressaltou a importância da Lei Aldir Blanc - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) recebeu, na última quarta-feira (28/10), os representantes Júlio César (palhaço Mandioca Frita), Roberto França (Mestre Cobra) e Ankomárcio Saúde (palhaço Xaubráubrau do Circo Artetude) para uma roda de conversa. Também estiveram presentes a circense do Circo Fulerage, Bruna Luísa, o advogado e artista urbano Francisco Albertino e Rivaldo Rodrigues da Silva, conhecido artisticamente como Pingo Voador.

Durante o encontro, os participantes relataram ao secretário-executivo da pasta, Bartolomeu Rodrigues, a rotina dos artistas da periferia e o poder que a cultura teve na transformação da vida de cada um.

O grupo também pediu a desburocratização e a democratização dos recursos e das políticas públicas destinadas à cultura, além da construção de um espaço de diálogo com os artistas da regiões administrativas (RAs) do Distrito Federal.

Para Ankomárcio Saúde, que vem de São Sebastião, é importante que a Secec tenha um olhar atento ao legado artístico e ao sustento dos artistas de circo. O agente cultural também convidou o secretário-executivo para um debate com objetivo de discutir as políticas públicas. “Podemos pensar na cultura como aliada, de forma inclusiva, construindo um diálogo com atitude entre governo e classe artística. Vamos discutir juntos políticas culturais descentralizadas,” afirmou.

Já o grafiteiro do movimento cultural de Sol Nascente/Pôr do Sol, Francisco Albertino, contou que ser da periferia o motivou a auxiliar os artistas a acessarem, de forma menos burocrática, os recursos oferecidos pelo governo. “Nosso movimento cultural começou com 20 pessoas e hoje contamos com quase 300. Eu tenho orgulho de ser um agente de transformação no acesso à informação cultural dentro da minha comunidade”, apontou o grafiteiro.

Em resposta aos pedidos dos representantes, o chefe da pasta, Bartolomeu Rodrigues, afirmou o seu compromisso de construir uma política pública mais efetiva para o setor cultural das RAs do DF. O secretário-executivo também reforçou a importância da Lei Aldir Blanc que estabelece o repasse de R$ 3 bilhões de recursos federais para o pagamento de subsídios e auxílio emergencial a trabalhadores do setor. O prazo para os beneficiários se cadastrarem vai até esta sexta-feira (30/10).

 

*Estagiária sob supervisão de Nahima Maciel

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação