Poliomielite

No DF, 83.562 crianças não se vacinaram contra a poliomielite

Doença pode deixar sequelas permanentes nas pernas e pés. Nos casos mais graves, pode até matar. O GDF prorrogou a vacinação até 27 de novembro

Correio Braziliense
postado em 09/11/2020 09:19 / atualizado em 09/11/2020 09:38
 (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), na capital federal, apenas 47,3% do público-alvo se vacinou contra poliomielite. Segundo a pasta, 76.438 crianças de um ano a menores de cinco anos foram imunizadas nas unidades básicas de saúde (UBSs), porém, o público estimado é de 160 mil crianças.

Para alcançar o objetivo de 95% de vacinação do público-alvo, a Secretaria de Saúde prorrogou a campanha até 27 de novembro. As UBSs estão abertas para receber a população e, assim, aumentar a cobertura vacinal contra a poliomielite.

Até o momento, a maior cobertura contra a poliomielite foi no público de dois a três anos de idade incompletos, com 19.701 vacinados (50,9%). A menor cobertura percentual ficou entre as crianças de um a dois anos incompletos, com 19.021 vacinados (42,7%).

Ceilândia e Brazlândia são as regiões com maior cobertura. Juntas somam 54,9% do total de vacinados. Sobradinho, Fercal e Planaltina apresentam o pior desempenho com apenas 31,1%.

Multivacinação

A Secretaria de Saúde também prorrogou até 27 de novembro a campanha de multivacinação, que tem como objetivo a atualização da situação vacinal de crianças e adolescentes que estão com alguma das vacinas da caderneta em falta.

Compareceram às salas de vacina do DF, até o momento, 145.974 crianças e adolescentes, das quais 97,8 mil tiveram que tomar alguma dose em falta. Esse número representa 67% do total do público que procurou os postos.

Na campanha, a Região de Saúde Sudoeste foi a que mais vacinou crianças e adolescentes de zero a 15 anos. Dos 38.367 que procuraram as salas de vacina, 27.641 estavam com alguma dose pendente e foram vacinados. Já a Região de Saúde Centro-Sul teve o maior percentual de pessoas que procuraram as unidades e que estavam com alguma vacina pendente. Veja os números:

* Com informações da Secretaria de Saúde

Sobre a doença

A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa aguda, causada por um vírus que vive no intestino, denominado Poliovírus. Ocorre, com maior frequência, em crianças menores de quatro anos. Os sintomas são parecidos com os de outras doenças virais ou semelhantes às infecções respiratórias como gripe - febre e dor de garganta - ou infecções gastrintestinais como náusea, vômito, constipação (prisão de ventre), dor abdominal e, raramente, diarreia.

O contágio ocorre por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas e pode provocar ou não paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

Não existe tratamento específico, todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas, recebendo tratamento dos sintomas, de acordo com o quadro clínico do paciente. As sequelas da poliomielite estão relacionadas com a infecção da medula e do cérebro pelo poliovírus, normalmente são motoras e não tem cura. As principais são: problemas e dores nas articulações; pé equino, em que o calcanhar não encosta no chão; crescimento diferente das pernas; osteoporose; paralisia de uma das pernas e atrofia muscular.

A vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite.

*Fonte: Ministério da Saúde

 

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