Capital S/A

Samanta Sallum
postado em 09/11/2020 21:54
 (crédito: Minervino J?nior/CB/D.A Press - 15/7/20)
(crédito: Minervino J?nior/CB/D.A Press - 15/7/20)

"Ter sucesso é falhar repetidamente, mas sem perder o entusiasmo."
Winston Churchill , estadista Britânico (1874-1965)

Por mais lugares em bares e restaurantes

O setor empresarial defende a ampliação, em dezembro, do espaço permitido a mesas e cadeiras nos estabelecimentos comerciais de alimentação. O segmento foi um dos mais atingidos pela pandemia, permanecendo fechado por meses, e tenta agora recuperar o prejuízo. A estimativa é que 25% dos bares e restaurantes no DF não resistiram à falta de clientes e tiveram de fechar. Entre os que sobreviveram, graças ao serviço delivery, muitos ainda estão em situação difícil. As celebrações de fim de ano são a esperança do setor para recuperar o fôlego financeiro e poder também abrir vagas de emprego.

Para isso, o Sindicato de Bares e Restaurantes do DF e a Fecomércio preparam documento para o governador Ibaneis Rocha que aponta a necessidade de aumentar o limite de ocupação dos espaços. Atualmente, pelo decreto do GDF que estabeleceu as regras para reabertura do setor, apenas 50% da capacidade dos locais podem ser ocupadas, e respeitando o distanciamento de mesas.

Impedir falências

Os empresários garantem que é possível aumentar o número de mesas, tomando os cuidados necessários, como uso de máscara e álcool em gel, sem colocar em risco a saúde dos clientes e funcionários. A iniciativa tem apoio também da Abrasel-DF, que vem atuando para ajudar os donos de bares e restaurantes a atravessar a crise e impedir que o número de falências não cresça.


Novas lojas e mais empregos

Com a pandemia, muitas marcas reforçaram as operações on-line. Mas também houve procura para abertura de lojas presenciais. Foi o que ocorreu no Venâncio Shopping, que registrou várias inaugurações no período. Negócios diversos dos segmentos de alimentação, saúde, moda, esportes, tecnologia e games começaram a funcionar. A demanda por salas comerciais nas torres também aumentou. Ou seja, crescimento tanto no varejo como na parte imobiliária.

Os novos empreendimentos ocupam cerca de 4 mil m². São eles: Decatlhon, Bullguer, Nara Resende, Geek Show, Bs Tecnologia, IOA (Instituto Odontológico das Américas) e Primed (Pós-Graduação em Saúde). Estão em obras outras duas operações, o Instituto Odontológico Ame e o Grazi Bueno Hair Concept.

“O Venâncio, sintonizado com o momento atual, vem oferecendo alternativas para promover crescimento do shopping e dos lojistas. E outro aspecto positivo, com a chegada de novos lojistas e condôminos, se reflete na geração de empregos. Entre diretos e indiretos, são cerca de 500 novos postos de trabalho”, destaca João Marcos Mesquita (foto), superintendente do Venâncio Shopping.


Vigilante ou porteiro eletrônico?

Uma lei aprovada pela Câmara Legislativa restringe o uso de sistemas eletrônicos de segurança. Segundo o texto, condomínios com mais de 45 unidades não podem optar por portaria remota e virtual, em substituição à vigilância realizada por funcionários. A medida limitou o mercado das empresas de tecnologia em segurança e fez o sindicato do setor reagir. Cerca de 3 mil oferecem o serviço no DF.

Representantes do setor se reuniram, ontem, com o secretário de Empreendedorismo do DF, Mauro da Mata, para sensibilizar o governo a vetar o projeto. A Associação Brasileira de Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) enviou ofício com argumentos técnicos contra a proposta. Alega, entre outras coisas, que é inconstitucional. O documento foi enviado aos deputados distritais em outubro, mas não surtiu efeito. O projeto foi aprovado por 15 votos a 2. Apenas Julia Lucy (Novo) e Leandro Grass (Rede) foram contra.

Livre iniciativa

“A tecnologia veio para ficar, não há como negar essa realidade. O cliente, o consumidor, tem de ter o direito de optar pelo serviço que considere melhor, o que mais o atende. Como a polêmica entre o Uber e o táxi, não tinha como impedir o usuário de optar”, argumenta o presidente do sindicato, Augustus von Sperling. Segundo o documento da Abese, a Lei nº. 1.203/2020, de autoria do deputado Robério Negreiros (PSD), fere o princípio da livre iniciativa.


Negócios entre Brasília e Argentina

A Câmara de Comércio Argentina — Distrito Federal, criada pelo Fórum de Entidades Representativas do DF e pela Embaixada da Argentina, realizou a primeira reunião de trabalho. Foi definida uma agenda comum para o desenvolvimento de negócios entre as duas partes, na sede da Fecomércio-DF. O ministro-chefe da seção econômica da embaixada, Rodrigo Bardoneschi, sugeriu encontros com secretários de Governo e uma visita ao parque tecnológico de Brasília. O presidente da Federação das Associações Comerciais do DF e Entorno (FACIDF), Valdeci Machado, também esteve presente, assim como representantes de todas as entidades que fazem parte do fórum produtivo do DF.


Coordenação

O principal objetivo é aprimorar negócios bilaterais em diversas áreas, como comércio, turismo, agricultura, indústria, entre outras. A presidente da Câmara de Mulheres Empreendedoras da Fecomércio-DF, Beatriz Guimarães (foto), foi designada coordenadora dos trabalhos da Câmara de Comércio Argentina, por parte da Federação. “Vamos estar de mãos dadas com a embaixada, descobrir os pontos fortes de cada setor e gerar negócio. O Sesc e o Senac também podem ajudar, com atividades nas áreas de educação e cultura”, destacou.

 

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