Coronavírus

Covid-19: Ceilândia registra queda no risco de transmissão do vírus

De acordo com pesquisa feita pela Universidade de Brasília, a taxa de reprodução no novo coronavírus caiu de 0,88 para 0,73 e saiu do estado de atenção. Porém, as medidas de proteção devem continuar

Correio Braziliense
postado em 11/11/2020 15:58 / atualizado em 11/11/2020 15:58
 (crédito:  Minervino Júnior/CB/D.A Press)
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

Levantamento feito pela Universidade de Brasília (UnB) mostra queda da taxa de reprodução do novo coronavírus em oito regiões administrativas, entre elas Ceilândia. A cidade mais populosa do Distrito Federal e com o maior número de infectados pela covid-19 apresentou, na última segunda-feira (9/11), índice de 0,73. Em 26 de outubro, o número contabilizado pelos pesquisadores era de 0,88. Com a redução, a região sai do estado de atenção para novos casos e passa a ficar em acompanhamento.

As cidades como Arniqueiras, Itapoã, Pôr do Sol, Riacho Fundo, Santa Maria, Estrutural e Taguatinga também apresentam índice da taxa de reprodução do vírus abaixo de 0,8. Por outro lado, Paranoá, Park Way, Riacho Fundo II e Sobradinho II registraram um número acima de 1, o que indica crescimento da epidemia nestes locais.

O cálculo da taxa de reprodução, R(t), depende da proporção de indivíduos suscetíveis a contrair a doença. Segundo a última edição do boletim PrEpidemia, elaborado por um grupo de 26 pesquisadores da universidade, o Distrito Federal como um todo continua com a tendência de redução dos casos de covid-19.

A taxa de reprodução na capital saiu de 0,96 para 0,90. No entanto, mesmo com uma pequena queda no risco de transmissão da doença, os pesquisadores recomendam uma intensificação da vigilância epidemiológica pelo governo e pela população para evitar o aumento de casos na capital.

Outro estudo, divulgado nesta terça-feira (10/11), mostra que o Distrito Federal tem a taxa de infecção mais alta do país, empatado com os estados de Rio de Janeiro e Pernambuco. De acordo com o levantamento, cerca de 22% da população do DF contraíram a doença. Os outros Estados registraram índices de 20% ou menos.

Diante da dúvida da possibilidade de uma segunda onda de infecção pela covid-19 no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde anunciou que vai preparar um inquérito epidemiológico para estudar a situação da pandemia do novo coronavírus na capital.



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