Ficha limpa das drogas
Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei complementar para lá de controverso. A proposta acrescenta laudo de exame toxicológico de larga janela de detecção à lista de documentos necessários ao registro de candidatura a cargos eletivos. Pela proposta, a testagem positiva para o uso de drogas ilícitas levará à recusa do pedido, por inelegibilidade. O texto é da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), aliada do presidente Jair Bolsonaro.
Kokay: “Devolvam os direitos políticos do Lula!”
O PT não elegeu nenhum prefeito no Entorno do DF. Nas capitais do país, não levou nenhuma. Melhor desempenho foi em Recife, onde Marília Arraes (PT) chegou ao segundo turno. A deputada Érika Kokay (PT-DF), no entanto, acredita que, se Lula pudesse ser candidato, o resultado nas urnas seria outro. “O ‘PT já era’. Então devolvam os direitos políticos do Lula!”, escreveu no Twitter.
Internado novamente
O arquiteto Carlos Magalhães foi internado novamente. Ele havia sido liberado para se recuperar em casa, com home care. Mas teve um problema nos rins e uma leve pneumonia. Deve ficar mais cerca de 10 dias hospitalizado. O problema foi uma queda há dois meses. Ele precisou passar por uma cirurgia para colocar 14 parafusos no ombro em quatro cirurgias e um deles infeccionou.
Só papos
“Por que você nunca disse isso aos comunistas, Santos Cruz? Eles não são binários? Eles não combatem a direita? Ou você, inocente como um recém-nascido, não sabia? Diga logo de que lado está, em vez de bater num lado só enquanto se faz de neutro. Seja homem”
Olavo de Carvalho, guru de bolsonaristas, sobre comentário do ex-ministro sobre esse “pessoal limitado, que coloca tudo em termos de direita e esquerda”
“Olavo Rasputin de Carvalho tuitou dizendo para o Gen Santos Cruz ‘ser homem”’. Será que ele sabe mesmo o que é ser homem? Todo o bravateiro é, no fundo, um maricas que usa a bravata como máscara para esconder a sua covardia. Será o caso dele?”
General Paulo Chagas, candidato ao GDF em 2018
À QUEIMA-ROUPA
Paulo Roque, Advogado e candidato ao Senado pelo Partido Novo nas eleições de 2018
Como avalia o desempenho do Novo nas eleições municipais? O partido não emplacou nenhum prefeito em cidade importante...
O Novo está, apenas, na sua 3ª eleição; outros partidos, nas suas primeiras eleições, passaram por este mesmo processo. É natural e esperado. Foi uma opção consciente do Diretório Nacional o lançamento de candidaturas em um reduzidíssimo número de municípios. O projeto do Novo sempre foi anunciado como sendo de longo prazo, não de curto prazo, ou seja, o partido quer crescer, não inchar. O partido ainda vai avaliar internamente todo esse resultado. Agora, temos de refletir internamente porque não conseguimos eleger um único vereador no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Isso não pode se repetir em 2022. Nesse sentido, vejo que a política de expansão do Novo precisa ser melhor debatida internamente.
Por que o partido não cresceu?
É importante esclarecer que dos mais de 5 mil municípios brasileiros, o Novo só aceitou concorrer em menos de 1% deles, ou seja, em 46 municipios. Nesse contexto, houve crescimento: o partido saiu de 4 vereadores em 2016 para 29 vereadores e disputa o 2º turno em Joinvile. O Diretório Nacional estabeleceu uma política de expansão, dentro dessa política, e autorizou que apenas 46 cidades tivessem candidatos. Dessas 46 cidades, em 19 o partido elegeu vereadores, incluindo Rio, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Florianopolis. Agora, de qualquer maneira, acho que em Minas, onde o governador Romeu Zema tem grande aprovação junto ao eleitorado, o partido poderia ter disputado em mais municípios e só concorreu em 5 cidades.
Isso é um sinal de que o Novo vai ficar velho e sem representação forte?
Não é o tempo de vida de um partido que o faz novo ou velho. O diferencial entre o novo e o velho sempre será entre os que veem a política como um negócio e os que a enxergam como missão. O Novo só vai ficar velho no dia em que, junto com seus representantes, deixar de ver a política como um missão nobre a serviço de todos.
Qual foi o principal recado das urnas?
O principal recado das urnas, na minha opinião, é de que, na grande maioria dos municípios, o eleitor deixou de eleger os candidatos de direita e de esquerda, que apostam no radicalismo, extremismo e apostou mais em candidatos moderados. Isso é um bom sinal. O eleitor mostrou que quer moderação e equilíbrio nas ações e, inclusive, discursos.
Qual a lição para 2022?
O eleitor continua querendo ser respeitado, sobretudo, na entrega daquilo que, com pagamento de seus impostos, o Estado deve lhe entregar na forma de serviços públicos eficientes e continua, em grande parte, lhe sonegando. Mostrou também que ele quer um pouco mais de paz e equilíbrio na política, fugindo das polarizações e discursos extremistas.
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