VIOLÊNCIA

PM de Goiás que matou dono de distribuidora com tiro na traqueia é preso

O policial militar Divaldo Correia Bento deu um tiro a queima-roupa em Robson de Souza, por não concordar com o valor a ser pago pelo consumo no estabelecimento

Sarah Peres
postado em 24/11/2020 14:44 / atualizado em 24/11/2020 14:57
 (crédito: Reprodução)
(crédito: Reprodução)

O Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Águas Lindas prendeu preventivamente o 3º sargento Divaldo Correia Bento, acusado do homicídio de Robson de Souza. O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (23/3), na distribuidora da vítima, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. O policial militar foi detido na noite do mesmo dia. O acusado decidiu permanecer em silêncio durante o depoimento.

O sargento era procurado pela Polícia Civil desde o registro do crime. O assassinato foi filmado por câmeras de segurança da distribuidora de bebidas de Robson. Pelo grau de violência, o Correio decidiu não reproduzir o material. As imagens mostram a vítima e o suspeito na área externa do comércio. O acusado está sentado, com a arma de fogo em cima da perna, e com a carteira em mãos.

Robson fala com Divaldo, e se aproxima do rosto do militar. De repente, o sargento pega a arma e dispara uma única vez na vítima, que cai ao chão. Em seguida, o policial continua mexendo na carteira, e um amigo dele aparece na porta do local, vê o corpo e gesticula. A filmagem acaba neste momento.

O GIH apurou que Robson já havia fechado a distribuidora quando o sargento e dois amigos foram ao estabelecimento. Como a vítima os conhecia, permitiu a entrada dos três, e passou beber com eles, como explica o delegado-chefe Cleber Martins. “As testemunhas prestaram depoimento ainda ontem (23), e conseguimos identificar que, de fato, a motivação foi por conta do valor a ser pago pelo autor”, afirma.

“Ele não concordou com o montante estipulado pela vítima, o que gerou a discussão. Durante a briga, de forma inesperada e abrupta, o suspeito pegou a arma e disparou contra o comerciante, quase à queima-roupa”, acrescenta o investigador.

Com a apuração realizada, o delegado representou pela prisão preventiva do sargento. A Justiça concedeu o mandado, que permite a detenção de Divaldo Correia por tempo indeterminado. Ele foi encaminhado ao presídio militar, em Goiânia (GO).

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