GREVE

Trabalhadores da CEB convocam greve para 1º de dezembro

A iniciativa tem como objetivo de cobrar posicionamento da empresa sobre condição dos trabalhadores a partir da privatização, com leilão previsto para 4 de dezembro

Thais Umbelino
postado em 25/11/2020 16:05
Na manhã desta quarta-feira (25/11) trabalhadores da CEB realizaram ato contra a privatização da empresa em frente à CLDF -  (crédito: Reprodução/André Gouveia)
Na manhã desta quarta-feira (25/11) trabalhadores da CEB realizaram ato contra a privatização da empresa em frente à CLDF - (crédito: Reprodução/André Gouveia)

Os trabalhadores da Companhia Energética de Brasília (CEB) anunciaram greve para 1º de dezembro (25/11), após uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Urbanitários no DF (STIU-DF). O objetivo é cobrar posicionamento da empresa sobre as condições dos trabalhadores.

“Desde que se iniciou o encaminhamento para o leilão, não houve nenhuma proposta pela empresa aos trabalhadores. Estamos em um contexto em que todos os empregos estão ameaçados”, declarou o porta-voz João Carlos Dias. “Claro que se a empresa chamar para negociar e discutir sobre o data-base vamos reconsiderar. O objetivo não é fazer greve”, acrescentou. 

Na manhã desta quarta-feira (25/11) o sindicato também realizou um ato contra a privatização da empresa em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). De acordo com os organizadores cerca de 350 pessoas participaram do movimento.

“O objetivo principal e a bandeira unificada de todas as entidades que participaram do ato é que existe uma lei específica para a privatização. A CEB está sendo vendida sem o crivo do parlamento local”, explica João Carlos. Com isso, o sindicato pede a suspensão imediata do leilão até que o Judiciário se posicione de forma definitiva.

O sindicato convoca para o dia 2 de dezembro outro ato em defesa da CEB pública. O leilão da (CEB) está marcado para 4 de dezembro. O comunicado para o processo de desestatização foi publicado em 6 de novembro no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), e o valor mínimo para as propostas ficou definido em R$ 1,4 bilhão.

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