Eixo capital

Uma eleição inédita

A pouco mais de um mês da eleição para a Presidência da Câmara Legislativa, o atual presidente, Rafael Prudente (MDB — foto), é favorito. Pode ter como adversários os deputados Eduardo Pedrosa (PTC) e Reginaldo Veras (PDT). Mas, essa não será uma disputa como as outras. É a primeira vez que o presidente poderá concorrer a novo mandato na mesma legislatura. O pleito ocorre em 15 de dezembro.


30 anos de carreira

A artista Usha Velasco celebra seus 30 anos de carreira premiada com o lançamento, nesta sexta-feira, de um catálogo virtual de seu acervo. O site Usha Velasco – Retrospectiva 1990/2020 (http://www.ushavelasco.com.br/) reúne 240 obras, divididas em 16 séries. No seu trabalho, a artista utiliza a fotografia de diversas formas. Propõe reflexões, intervenções urbanas e contribui para enriquecer o repertório visual e criativo do público, usando a fotografia como uma opção de linguagem. O projeto recebeu recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC).


Novo portal

A Câmara Legislativa lança, hoje, um novo portal, com visual mais limpo e navegação mais fácil para quem deseja se informar sobre os assuntos em debate na Casa, pesquisar leis e projetos ou assistir, ao vivo, aos debates no plenário, comissões e audiências públicas. O lançamento, às 15h, será transmitido pela TV Web CLDF, com a exibição de um vídeo explicativo.


Pedido de pausa

O presidente da OAB-DF, Délio Lins e Silva Júnior, fez um requerimento para que o STJ que adie todos os julgamentos por videoconferência e virtuais em vista dos ataques cibernéticos que o tribunal sofreu recentemente, até o retorno integral e seguro de todos os sistemas informáticos da Corte.


Manipulação de dados no Brasil?

Começa, hoje, o seminário Inova Digital, promovido pelo Sebrae-DF, tendo na abertura como grande atração a palestra da consultora Brittany Kaiser, ex-diretora da Cambridge Analytica. Autora do livro Manipulados: como a Cambridge Analytica e o Facebook invadiram a privacidade de milhões e botaram a democracia em xeque, ela vai começar respondendo a uma pergunta importante. Houve manipulação nas eleições no Brasil? Será a partir de 20h45, no site do Sebrae-DF.


À QUEIMA-ROUPA

Vivemos num país de maricas por medo do coronavírus, segundo o presidente Bolsonaro. O que o senhor achou dessa declaração?
Foi a coisa mais estapafúrdia que eu já assisti na minha vida. O presidente da República tem a obrigação e o dever de respeitar todos os integrantes da nação. Os homossexuais, todas as pessoas, pagam imposto, são filhos de Deus, são filhos dessa Terra e merecem respeito. Na Presidência, Bolsonaro volta a proferir os mesmos impropérios que ele sempre proferiu contra esses segmentos. Eu digo: o Bolsonaro tem um problema mal resolvido da infância e da adolescência. Acho que ele tem medo de revelar qual é a personalidade dele.

Por que essa resistência do presidente a uma solução contra a pandemia?
Porque ele segue orientação do Trump e de outros negacionistas que estão levando as suas nações ao desespero. Ele é contra a ciência e contra tudo o que politicamente é correto.

Você tem coragem de tomar a vacina conta covid, ainda em testes?
Eu estou na fila. Quero ser o primeiro. Eu acredito na eficácia. Acredito na ciência.

Vimos nos Estados Unidos como a pandemia repercutiu nas eleições. Acredita que, em 2022, o tema ainda terá força para impactar o pleito?
Sem dúvida. Até porque, a vacina vai surgir. Num primeiro momento, os que vão ser atendidos são as pessoas de risco e vai ficar uma parcela muito grande da população sem ser atendida. Se eu fosse governador, me reuniria com os governadores dos demais estados e montaria um consórcio para comprar a vacina, sem precisar esperar pelo Ministério da Saúde.

Vemos um presidente tão próximo de Trump que chegou a defender o “uso de pólvora” contra o futuro governo de Joe Biden...
Isso foi a maior aberração que já ouvi. Creio que as próprias Forças Armadas sabem da capacidade bélica do país, que não temos poder de fogo para enfrentar nem a Venezuela. Imagina os Estados Unidos... O Brasil, infelizmente, virou piada internacional.

Nos Estados Unidos, houve uma união dentro do Partido Democrata contra Trump. É possível que as forças anti-Bolsonaro se unam para derrotar Bolsonaro?
É preciso que todos tenham juízo para se unir e derrotar Bolsonaro, a exemplo do que ocorreu no movimento contra a ditadura e devolver ao país as eleições diretas. Apesar de acreditar que ele não vai concluir o mandato. O Brasil não aguenta mais quatro anos de Bolsonaro.