Meio ambiente

Universitária é presa por manter cobras norte-americanas em cativeiro no DF

O caso vem a tona há pouco menos de cinco meses da operação Snake, conduzida pela 14ª DP (Gama), que indiciou o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck por tráfico ilegal de animais após ter sido picado por uma naja que criava

Darcianne Diogo
postado em 07/12/2020 20:46
 (crédito: PCDF/Divulgação)
(crédito: PCDF/Divulgação)

Policiais da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho 2) deflagraram, nesta segunda-feira (7/12), a operação Fidi, que resultou na prisão de uma universitária de direito, de 19 anos, acusada de manter em cativeiro duas cobras da espécie corn snake, de origem norte-americana. O caso vem a tona pouco menos de cinco meses depois da operação Snake, conduzida pela 14ª DP (Gama), que indiciou o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, 22, por 23 vezes pelo crime de tráfico de animais silvestres.

A jovem foi detida pelos investigadores após o recebimento de denúncia anônima, que informou aos policiais que a suspeita mantinha cobras e vasos de maconha na residência, localizada no setor Contagem, em Sobradinho 2. Ao chegar ao endereço, a equipe apreendeu duas serpentes corn snake, além de ratos congelados, que eram servidos como alimentos aos animais. Na casa, havia, ainda, uma porção de haxixe.

"Ela alegou que comprou as cobras pelo valor de R$ 250 cada uma, por meio da internet. Os animais, segundo ela, chegaram pelos Correios", detalhou o delegado-chefe da 35ª DP, João Ataliba. A jovem foi autuada pelos crimes de manter o animal em cativeiro e, também, por posse de drogas para consumo pessoal. Caso seja condenada, ela pode pegar dois anos de prisão.

A suspeita foi liberada após assinar o termo de compromisso de comparecimento em juízo. As duas serpentes e os ratos congelados serão encaminhados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Cetas/Ibama).

Caso naja

Diligências policiais conduzidas pela 14ª DP começaram após o estudante Pedro Henrique Krambeck ter sido picado por uma cobra naja kaouthia em 7 de julho no próprio apartamento, no Guará. A partir do incidente, a equipe deu início às investigações e desconfiou de um grande esquema de tráfico de animais na capital, já que é proibida a criação de serpentes exóticas.

O caso logo tomou a manchete de jornais do país inteiro. Em reportagem exclusiva do Correio Braziliense, uma testemunha afirmou, em depoimento, que Pedro Henrique traficava cobras. Pouco tempo depois, a polícia concluiu que o estudante comprava e vendia serpentes havia três anos.

A apuração policial concluiu, ainda, que o esquema criminoso era integrado pela mãe dele, a advogada Rose Meire; o padrasto, o tenente-coronel da PMDF Clóvis Eduardo Condi; o amigo Gabriel Ribeiro de Moura; bem como outros colegas da faculdade. Os três integrantes da família e Gabriel foram indiciados 23 vezes por tráfico de animais e 23 vezes por maus-tratos e associação criminosa. Pedro responde, ainda, por exercício ilegal da profissão, uma vez que vídeos comprovaram que o jovem realizou uma cirurgia num animal em um estabelecimento comercial da família. O processo tramita na Vara Criminal do Gama.

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