Natal

Empresas inovam para promover confraternização de fim de ano em meio à pandemia

Diante da dificuldade em promover encontros presenciais, empresas buscam alternativas para celebrar a passagem do ano junto à equipe. De gincanas solidárias a festas virtuais, as ideias são variadas e podem servir de inspiração para quem deseja inovar na confraternização

Raquel Ribeiro*
postado em 13/12/2020 07:00
 (crédito: arquivo pessoal)
(crédito: arquivo pessoal)

Fim de ano, momento de confraternizar. Agradecer pelos esforços conjuntos da equipe durante o ano que está de partida, apresentar resultados e planejar novas metas. No entanto, 2020 trouxe desafios e mudanças inesperadas com a pandemia do novo coronavírus. As tradicionais confraternizações de empresas, com direito a comes e bebes ou até a uma festa mais elaborada para vários convidados, deram lugar a celebrações mais reduzidas e virtuais. Toda criatividade na hora de elaborar alternativas é muito bem-vinda.

A empresa Viva-Previdência apostou em uma ideia inusitada para gerar engajamento de todos os 65 membros: ao invés da tradicional festa de fim de ano que reúne os colaboradores, conselheiros e stakeholderes, neste ano, será realizada uma gincana solidária. Segundo o diretor-presidente, Silas Devai, a decisão da mudança surgiu de uma comissão criada para discutir formatos de confraternização. “A gente pensou, neste momento, em transformar essa festa em um movimento solidário, isto é, pegar essa verba e direcionar para uma instituição carente. Foi bacana porque todo mundo abraçou a ideia na mesma hora”, conta.

Para ele, o grande diferencial é que essa ação gerará impactos positivos não só para a organização, como para a sociedade. “Acho que vai ser bastante especial, porque não é só um movimento interno, também tem essa coisa solidária, essa preocupação com o próximo, é uma coisa para fora”, acredita Devai.

O diretor da Viva-Previdência explica que a preocupação com causas sociais e ambientais faz parte do DNA da empresa, que procura realizar ações e projetos nesse sentido.

Em uma live de abertura da gincana, o projeto e as regras da “competição saudável” foram anunciados para todos. Na próxima sexta-feira, será realizado um happy hour com a diretoria para divulgar a equipe vencedora. Como prêmio, o time campeão terá direito a escolher a associação ou entidade que será agraciada com as doações das cestas básicas.

Desde o início da pandemia, a empresa procurou adaptar a rotina de trabalho e realizar atividades para integrar a equipe e manter o fluxo de comunicação. Silas destaca que as ferramentas tecnológicas foram essenciais para que a distância fosse amenizada e o canal de comunicação mantido. “Tivemos várias iniciativas, todas usando essas ferramentas de reuniões virtuais para diminuir a distância física e manter o contato com as equipes”, explica.

Formato híbrido
Já familiarizada com a utilização de tecnologias, a empresa Conecta Fazendo Mais, desenvolvedora de tecnologias para eventos, procurou adotar soluções para manter a tradição dos encontros de fim de ano. “Para nós, essas festas de fim de ano são muito importantes, pois integram a emoção. A gente valoriza muito esse momento em que os sentimentos estão mais unidos em um mesmo propósito de ação de graças, de estar todo mundo em gratidão, finalizando aquele ano que foi concluído”, destaca Frederico Barros, CEO da empresa.

Para se adequar ao contexto de isolamento social, a Conecta vai trabalhar com dois formatos de confraternização: um presencial e outro a distância, com auxílio de plataformas virtuais. O primeiro formato será um encontro para 10 parceiros da empresa, em um local com capacidade de até 200 pessoas. Para possibilitar o máximo de distanciamento possível, apenas 10% da capacidade disponível do espaço serão utilizados. O objetivo da ação é fazer agradecimentos e fornecer brindes para os clientes e fornecedores selecionados.

Quanto ao segundo formato, destinado aos colaboradores, kits de churrasco serão enviados para a casa de cada um como uma forma de agradecimento pelo empenho durante o ano. Um encontro virtual também será organizado para que todos possam estar juntos e compartilhar mensagens positivas.

Contudo, se houver oportunidade e segurança suficientes, uma reunião ao vivo e a cores será promovida para proporcionar um momento de calor para os membros da equipe. Mas, a princípio, o encontro virtual é o que está nos planos.

Segundo Frederico, apesar de 2020 ter sido um ano difícil, o momento é de agradecer pela sobrevivência da empresa. “Para nós do mercado de eventos, por brindarmos no fim do ano sem ter demitido ninguém da nossa equipe — até o contrário, ter ampliado — já é algo satisfatório”, ressalta.

Kit doce


Em clima natalino e com espírito de solidariedade, a chef Ana Cláudia Morale, da empresa Cozinha Afetiva, está preparando uma caixa com quitutes doces para confraternizar com seus parceiros. Ao todo, 12 brigadeiros, um cinamon, um kouglof (pão de Natal do Leste Europeu), uma barra de chocolate e um stolen (panetone alemão) serão entregues na próxima sexta-feira.

De acordo com a chef, a data não poderia passar em branco, visto que seu trabalho não teria sido possível sem o auxílio e dedicação de seus parceiros. “Ninguém sobrevive sozinho, principalmente, em um período como esse. Eu precisei da paciência e da colaboração dos meus fornecedores, bem como dos meus clientes e freelas”, aponta. Frente à nova realidade, a empresa abraçou o formato delivery para atender à demanda dos clientes.

A ideia dos kits natalinos também foi adotada por clientes de Ana que, por sua vez, quiseram fornecer as caixas aos colaboradores, como uma forma de agradecer pelo empenho durante o ano. Uma corrente de confraternização foi criada a partir dos doces.

Para ela, comemorar a superação do ano que se vai e homenagear aqueles que forneceram apoio é primordial. “Nada mais justo do que a gente comemorar com quem está sempre com a gente. Eu acho que o mais importante, nessa história toda, é manter alinhadas as pessoas que estão do nosso lado e valorizar a presença daqueles que nos ajudam a caminhar para frente”.

*Estagiária sob a supervisão de Adson Boaventura

 

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