Entrevista

"Investimentos para colocar o DF no lugar que ele merece", afirma secretário

José eduardo Pereira Filho explicou que projetos de incentivo à instalação de grandes empresas na capital beneficiam, também, os pequenos e microempreendedores

Ana Clara Avendaño*
postado em 16/12/2020 06:00
 (crédito: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
(crédito: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

O programa Mais Capital, lançado ontem pelo Governo do Distrito Federal (GDF), tem o objetivo de atrair investidores para a capital. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eduardo Pereira Filho, o DF está em um ponto geográfico, na América do Sul, interessante aos centros de distribuição e logística. Em entrevista ao programa CB.Poder — parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília —, o secretário explicou que projetos de incentivo à instalação de grandes empresas beneficiam, também, os pequenos e microempreendedores.

O que é o programa Mais Capital?

Pelo quadro que se desenhou, nós percebemos que seria necessário corrermos atrás de algumas soluções efetivas para atrair investimentos para o DF. Brasília é uma cidade disruptiva e inovadora, mas tem uma conotação de uma cidade de funcionários públicos. Nós buscamos, por meio do Mais Capital e do Comitê de Atração de Investimentos, fazer com que toda a bateria de instituições do governo possa trabalhar de forma transversal e conjunta para que essa atração de investidores e de grandes plantas ocorra. O programa é um portal ágil que fará com que investidor sinta vontade de investir em Brasília, e o comitê estabelece um balcão único para discussão cara a cara com o empresário. O que você precisa? Crédito? Benefício fiscal? Quais são as áreas para desenvolver suas plantas? É inaceitável que nós tenhamos empresas que foram embora do DF por falta de atenção e de diálogo. Sobretudo, por não entender as necessidades das empresas diante de programas malsucedidos de benefício fiscal, que não tiveram o cuidado do governo para que fossem catalisadores da atração de investimentos.

Que tipo de empresa a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e os outros órgãos buscam?

Brasília possui uma característica de cidade voltada para logística. É impressionante o número de investidores, de empresas de logística e de centros de distribuição que nos procuram, são, pelo menos, sete grandes empresas interessadas em vir para o DF, além das que já confirmaram, como a Amazon, a Fujioka, a Americanas, o Grupo Comper. O GDF está trabalhando em segurança jurídica para atrair esses empreendimentos, porque Brasília fica no centro da América do Sul, onde escoam todas as possibilidades e as riquezas. Assim, nós temos de aproveitar esse potencial que a nossa cidade tem.

Qual é a perspectiva de investimentos para o DF?

Nossas perspectivas é que possamos, por meio de práticas econômicas de fármacos e centro de distribuição de outros segmentos, potencializar a atração de investimentos para colocar o DF no lugar que ele merece. Fala-se sempre que a capital não tem escala, mas não é verdade, os produtos brasilienses são ranqueados Brasil e mundo afora, nós temos produção de alimentos Halal (destinados a países do Oriente Médio), que são alimentos fantásticos e pouco produzidos no Brasil. E, ainda, Brasília tem a maior concentração de organizações diplomáticas do Brasil, são cerca de 200 unidades de representação, entre embaixadas e escritórios de mercado comum, de instituições financeiras, ou seja, é um combo de muitas possibilidades.

O Mais Capital atenderá ao microempreendedor?

Atente todos os públicos. Eu falo de grandes plantas porque a Secretaria de Desenvolvimento Econômico é voltada para a atração de empreendedorismo na política de investimento econômico, na transversalidade. Nosso olhar é atrair grandes plantas para que as pequenas (empresas) se beneficiem.

Quais lições pode-se tirar da pandemia?

Sob o ponto de vista do desenvolvimento econômico, o programa, criado ano passado, o Emprega DF, até o início da pandemia, tinha aderidas cerca de nove plantas. Em plena pandemia, chegamos a 20 grandes empresas, o que significa empregos, circulação de riquezas, perspectivas contratuais de geração de 20 mil postos de trabalhado dentro dessas plantas. As perspectivas, por exemplo, é de que nós possamos gerar, por meio do Emprega DF, cerca de 60 mil empregos até 2023.

* Estagiária sob a supervisão de Guilherme Marinho

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