OBITUÁRIO

Mauricio Exenberger, jornalista

Correio Braziliense
postado em 31/12/2020 14:01
 (crédito: Arquivo pessoal)
(crédito: Arquivo pessoal)

Mauricio Exenberger era o tipo de profissional multitarefa e querido em todos os ambientes por onde passou. O jornalista morreu na tarde de quarta-feira, após complicações de um infarto. Natural do município de Capela de Santana (RS), o gaúcho mudou-se para o Distrito Federal nos anos 1990, quando trabalhou na editoria de Cidades do Correio Braziliense.

Aprendendo de tudo, o jornalista também atuou como assessor de imprensa, diretor de teatro e até mesmo professor de artes cênicas. Exenberger lutou em prol de outra bandeira: era ativista no Movimento Orgulho Autista (Moab). O motivo de aderir a essa batalha foi o filho, João Pedro, diagnosticado com autismo e esquizofrenia.

“A vida toda foi uma luta muito grande. Mas ele sempre era pra cima e muito risonho”, afirma a jornalista Vânia Cristino, amiga da família. “Ele tinha muita bondade no coração. Às vezes a vida não é justa”, lamenta. “A família está desesperada. Todos estão devastados.”

Exenberger estava internado desde outubro, quando sofreu um infarto e chegou a ficar em coma induzido durante o tratamento. A família estava pronta para cuidar dele em casa quando recebeu a notícia da morte. O corpo será enterrado na terra natal do jornalista, que deixa, além do filho, a mulher, Janete.

Homenagens
Pelas redes sociais, amigos lamentaram a perda, relembrando histórias e, principalmente, os tempos de redação. “Mais um amigo que se foi. Maurício era meu amigo há 30 anos, meu vizinho há mais de 20, meu colega de sala de aula na pós-graduação, meu parceiro de caronas... Era a bondade e a generosidade encarnadas. Maurício não tinha só esta cara de pessoa boa: ele foi pessoa boa, amorosa, engraçada, culta!”, disse um amigo no perfil do Facebook de Mauricio.

O fotógrafo Dida Sampaio também se solidarizou com a família. “Lamentável saber que Mauricio Exenberger não está mais entre nós. Meus sentimentos e respeito a toda a família deste homem batalhador que o senhor Deus recolheu. Lembro que quando ele chegou à redação do Correio Braziliense, no início de 1990, fizemos muitas pautas juntos. Janete, receba o vento do Espírito Santo levando paz, fé, confiança e que no lugar da preocupação Deus leve esperança”, disse Dida na internet.

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