Violência contra a mulher

Programa de apoio a vítimas de violência registrou mais de 4 mil consultas em 2020

Tecnologia ampliou o atendimento do programa Pró-Vítima do GDF. Para potencializar a oferta dos serviços online, Sejus pretende comprar 150 novos equipamentos eletrônicos

Correio Braziliense
postado em 02/01/2021 12:36
 (crédito: Joel Rodrigues/Agência Brasília)
(crédito: Joel Rodrigues/Agência Brasília)

O Pró-Vítima, programa do GDF de atendimento a vítimas de violência registrou 4.325 consultas entre janeiro e novembro de 2020. Para potencializar a oferta dos serviços on-line nos seis núcleos do programa, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) está comprando 150 novos equipamentos eletrônicos.

Fazem parte da lista, microfones, webcams, notebooks, projetores de vídeo, computadores e câmeras fotográficas. O investimento é de R$150 mil reais, e os recursos são oriundos de emenda parlamentar da deputada distrital Julia Lucy. "Precisávamos oferecer mais qualidade ao nosso serviço. Além de ampliar a segurança da informação, a ideia é otimizar o atendimento, que conta com o suporte psicossocial e a promoção da autonomia das pessoas atendidas", afirma a secretária da Sejus, Marcela Passamani.

O programa também conta com webinários semanais sobre empreendedorismo, e-commerce e sobre a legislação brasileira, além de palestras tanto para as atendidas quanto para servidores, que passam por capacitação.

Em salas reservadas, o Pró-Vítima acolhe as vítimas, em sua maioria mulheres, e as orienta sobre seus direitos socioassistenciais. O programa oferece sessões de terapia de apoio individual, com foco na violência vivenciada, para o restabelecimento do equilíbrio mental e emocional.

Em tempos de pandemia do coronavírus, os atendimentos feitos por psicólogos e assistentes sociais foram exclusivamente on-line. Os encontros presenciais só retornaram em outubro, mas a modalidade à distância também continua. O reforço tecnológico, portanto, vem em boa hora.

O atendimento online foi de extrema importância ao longo da pandemia. “Tivemos um volume grande de atendidos nesse período. Observamos o crescimento do desemprego, a permanência das pessoas 24 horas dentro de suas casas, o que pode ter contribuído para uma agressão psicológica ou física”, pontua a titular da Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), Janandréia Rafael.

O programa também conta com webinários semanais sobre empreendedorismo, e-commerce e sobre a legislação brasileira. E palestras tanto para as atendidas quanto para servidores, que passam por capacitação.

Rede de apoio

Em um dos postos mais procurados do programa, o da Estação Rodoferroviária – onde também está sediada a Sejus – foram realizados 627 atendimentos entre janeiro e novembro de 2020. O quantitativo trata de uma rede de apoio aos que sofrem violência física, doméstica, psicológica, patrimonial, entre outras.

Um exemplo de pessoa atendida no programa é a estudante Camila dos Santos, 26, moradora da Asa Norte. Há um ano e meio, a jovem é acompanhada pela equipe do Pró-Vítima no núcleo da Rodoferroviária. E conta que as psicoterapias individuais, as palestras e toda a assistência foram fundamentais para ela se “reinventar”.

“Acho que sofri todos os tipos de violência do meu ex-namorado. No caso, a psicológica e a patrimonial nem sabia o que era isso. Fui coagida. E aqui, resgatei minha auto-estima e me fortaleci”, revela Camila. Na Defensoria Pública do DF, um dos órgãos parceiros da Sejus no Pró-Vítima, a atendida recebe assistência jurídica.

Hoje, Camila fala sobre um passado doído com tranquilidade. É assídua nos webinários do Pró-Vítima e elogia o investimento recebido pelo projeto. “Acho excelente. Esse trabalho vai poder abranger cada vez mais pessoas e também vamos ter mais qualidade nos vídeos, nas consultas on-line”, finaliza.

Conheça mais sobre o Pró-Vítima

Quem pode participar?

Os serviços do Pró-Vítima são gratuitos, para todas as pessoas, não havendo necessidade de comprovação de hipossuficiência econômico-financeira.

Como ingressar no programa?

A vítima de violência pode buscar os núcleos de atendimento do Pró-Vítima de forma espontânea ou ser encaminhada por instituições e/ou autoridades públicas, assim como por amigos, parentes ou pessoas da comunidade.

Onde encontrar um posto de atendimento pró-vítima?

Sede: Estação Rodoferroviária, Ala Central, Térreo, Brasília – Contato: 2104-4289

Núcleo Paranoá: Quadra 5, Conjunto 3, Área Especial D, Parque de Obras, Paranoá – Contato: 3369-0816

Núcleo Taguatinga: Administração Regional de Taguatinga, Praça do Relógio – Contato: 3451-2528

Núcleo Ceilândia: EQNN 5/7, área especial C Ceilândia Norte, Brasília, DF – Contato: 2104-1480

Núcleo Guará: QELC Alpendre dos Jovens, Lúcio Costa, Guará, DF – Contato: 99276-3453

Núcleo Planaltina: Fórum Desembargador Lúcio Batista Arantes, Salas 111/114 – Planaltina/DF. Contato: 3103 2405

 

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