Estelionatário

Justiça de Goiás solta suspeito de estelionato que se passou por Ibaneis

O segurança de uma empresa privada foi preso, na manhã de segunda-feira (4/1), na capital goiana. Na tarde desta terça-feira (5/1), ele passou por audiência de custódia e conseguiu alvará de soltura

Darcianne Diogo
postado em 05/01/2021 18:11
Polícia procura mais dois suspeitos por envolvimento no crime -  (crédito: PCDF/Divulgação)
Polícia procura mais dois suspeitos por envolvimento no crime - (crédito: PCDF/Divulgação)

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) concedeu liberdade ao homem acusado de se passar pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para aplicar golpes cibernéticos. O jovem, de 28 anos, não tem antecedentes criminais e, segundo o Correio apurou, passou por audiência de custódia na tarde desta terça-feira (5/1), em Goiânia (GO), onde foi liberado. 

O segurança de uma empresa privada foi preso, no centro da capital goiana, na manhã dessa segunda-feira (4/1) por policiais civis da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) do DF. Com ele, os investigadores encontraram materiais utilizados para aplicar golpes, como celulares e cartões bancários. Outros dois envolvidos estão sendo procurados pela polícia. De acordo com o delegado à frente das investigações, Giancarlos Zuliani, chefe da DRCC, será pedido mandado de prisão contra os dois.

Policiais civis do DF receberam a informação acerca do golpe na manhã dessa segunda-feira. Após diligências, os investigadores foram à Goiânia, onde capturaram um dos suspeitos. Apurações revelaram que o estelionatário conseguiu mais de R$ 3,7 mil com um contato próximo de Ibaneis Rocha. O valor foi depositado na conta do golpista e sacado em seguida. 

Um outro integrante da quadrilha faz parte de uma facção criminosa e tem extensa ficha criminal por tráfico de drogas e homicídio. No esquema criminoso, o ex-presidiário atuava como "chefe". Os demais envolvidos, entre eles o segurança, eram recrutadores. “O recrutador, por sua vez, tem a função de fazer uma pesquisa e procurar pelas vítimas. Há um trabalho de coordenação, uma vez que, ao receberem os valores, eles precisam sacar esse dinheiro das contas bancárias”, explicou o delegado.

Políticos como alvo

Uma situação semelhante aconteceu em agosto de 2020 com o deputado federal Israel Batista (Partido Verde). O parlamentar teve o chip do celular e a conta do WhatsApp clonados por criminosos. O deputado registrou boletim de ocorrência e conseguiu retomar o número de telefone.


Pelas redes sociais, Israel Batista orientou os seguidores. “Avisei porque os criminosos começaram a pedir depósitos bancários para todos os contatos da minha lista”, explicou. E completou. “Liguei para a operadora de outro telefone e fui direcionado a desligar e ligar o aparelho novamente. O celular retornou, mas pediu nova instalação do WhatsApp. Quando fui mandar código de verificação, para baixar novamente o aplicativo, não recebi nada e notei que poderiam ter clonado também o meu chip”, informou.

Outro alvo de criminosos cibernéticos foi o deputado distrital e vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Rodrigo Delmasso (Republicanos). No ano passado, a página dele no Facebook foi hackeada quatro vezes. Ele também registrou boletim de ocorrência.

 

 

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