SAÚDE

Hepatite B: policlínicas passam a distribuir medicamentos para tratamento

A distribuição que ocorria nas três farmácias de alto custo agora é feita em seis policlínicas localizadas em cinco regiões administrativas

Correio Braziliense
postado em 05/01/2021 22:29
 (crédito: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press - 12/5/18)
(crédito: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press - 12/5/18)

Os pacientes que estão em tratamento contra a hepatite B contam com novos pontos para retirar os medicamentos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição que ocorria nas três farmácias de alto custo agora é feita em seis policlínicas localizadas em cinco regiões administrativas.

Além de facilitar o acesso, foi ampliada a rede para dispensação. A medida ocorre após o Ministério da Saúde alterar o perfil desses medicamentos saindo do Componente Especializado para o Componente Estratégico.

“A alteração dos locais de dispensação dos medicamentos da hepatite B visa à desburocratização do acesso, uma vez que não será mais necessário o agendamento no número 160 para a entrega da documentação”, destaca a diretora de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde, Walleska Fidelis.

Anteriormente, a espera era de 30 dias para avaliação, aprovação e dispensação dos medicamentos. "Com o novo fluxo, o paciente terá acesso aos medicamentos na mesma hora”, explica a diretora.

Medicamentos e locais

A partir desta terça-feira (5/1), os medicamentos Alfapeginterferona 2a, 180mcg; Entecavir, 0,5 mg; e Tenofovir, 300mg, passaram a ser entregues no Hospital Dia, Policlínica de Planaltina, Policlínica de Taguatinga, Policlínica do Gama, Policlínica de Ceilândia e Farmácia Escola do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Eles não serão mais entregues nas farmácias de alto custo.

A transição da mudança do perfil dos medicamentos começou em outubro e a migração foi concluída na última segunda-feira (4). Com a mudança, os pacientes não precisam mais fazer o cadastro exigido no Componente Especializado.

Documentação

Para ter acesso aos medicamentos, basta apresentar como documentos: o cartão do Sistema único de Saúde (SUS); o formulário de solicitação de medicamentos para hepatite B; o formulário de solicitação de medicamentos preenchido de forma completa, com assinatura e carimbo do médico - é necessário a informação do número do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) -; a ficha de notificação preenchida para pacientes provenientes de serviços privados.

Perigo

A doença é infecciosa e agride o fígado, sendo causada pelo vírus B da hepatite (HBV). O HBV está presente no sangue e secreções, e a hepatite B é também classificada como uma infecção sexualmente transmissível. Inicialmente, ocorre uma infecção aguda e, na maior parte dos casos, a infecção se resolve espontaneamente até seis meses após os primeiros sintomas, sendo considerada de curta duração.

A história natural da infecção é marcada por evolução silenciosa, geralmente com diagnóstico após décadas. Os sinais e sintomas, quando presentes, são comuns às demais doenças crônicas do fígado e costumam manifestar-se apenas em fases mais avançadas da doença, na forma de cansaço, tontura, enjoo ou vômitos, febre e dor abdominal. A ocorrência de pele e olhos amarelados é observada em menos de um terço dos pacientes com hepatite B.

Notificação compulsória

As hepatites virais são doenças de notificação compulsória regular. Ou seja, todos os casos confirmados devem ser notificados às autoridades de saúde e registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em até sete dias. 

Apesar disso, a subnotificação é um problema frequente no Distrito Federal, sobretudo na rede privada. Ainda há profissionais de saúde que informam desconhecer a ficha e a necessidade da informação. A Secretaria de Saúde ressalta a importância do correto e completo preenchimento da ficha, pelos profissionais de saúde, não deixando campos ignorados ou em branco, pois isso prejudicará a análise da situação epidemiológica da doença.

Com informações da Secretaria de Saúde

 

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