Economia

Setor de bares e restaurantes deixou 20 mil pessoas desempregadas no DF

Em entrevista ao CB.Poder, o presidente da Abrasel, Beto Pinheiro, falou sobre impactos do setor, desafios para 2021 e medidas restritivas

Luana Patriolino
postado em 13/01/2021 15:38
Para Beto Pinheiro, presidente da Abrasel, 2020 foi um ano de desafios -  (crédito: Marcelo Ferreira/CB/DA Press)
Para Beto Pinheiro, presidente da Abrasel, 2020 foi um ano de desafios - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/DA Press)

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-DF) calcula que cerca de 20% do quadro de funcionários do setor perdeu o emprego em 2020. O percentual representa uma média de 20 mil trabalhadores em todo Distrito Federal. “Ainda foram cancelados uma média de 2 mil CNPJs. Tínhamos 10 mil, isso é 20% a menos também”, explica o presidente da Abrasel e vice-presidente do Sindhobar, Beto Pinheiro —, convidado do CB.Poder, uma parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília desta quarta-feira (13/1).

Pandemia, impactos econômicos e mudança nos hábitos de consumo da população levam Pinheiro a definir 2020 como um período de grandes desafios e que trouxe importantes lições para os empresários.

“Foi um ano muito desafiador, pegou todo mundo de surpresa. Tivemos empresas com 20% de receita. Infelizmente, aconteceram muitas demissões e muita utilização dos recursos de suspensão de contratos. Me preocupa a parte trabalhista e os empréstimos que foram feitos pelos empresários”, pondera. “A conta vai chegar agora”, diz.

Setor no legislativo


Beto Pinheiro também afirmou que a entidade está trabalhando para lutar pelas pautas dos trabalhadores da área na Câmara Legislativa. “Vamos levantar vários projetos de lei que atingem o nosso setor. Começamos agora e contratamos uma assessoria especializada para levantar todos os projetos que estão na Casa e nos afetam. O papel da Abrasel é esse”, destaca.

Desde o dia 1º de dezembro, o governo do Distrito Federal reconheceu a chegada de uma segunda onda da pandemia e adotou novas medidas restritivas, onde bares e restaurantes devem fechar às 23h.

O representante da Abrasel afirma que a maior parte do setor estava cumprindo as normas sanitárias. “Acreditamos que esse tipo de aglomeração acontecia na minoria. Pelo número que temos, a grande maioria estava seguindo os protocolos sanitários. O DF Legal não tinha equipe suficiente para fiscalizar todo o Distrito Federal”.

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