CRIME

Testemunhas desmentem versão de jovem que alegou legítima defesa ao matar marido no DF

Inicialmente, o caso era tratado como legítima defesa, mas investigadores da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte) acreditam que o homicídio tenha ocorrido por motivo fútil

Darcianne Diogo
postado em 17/02/2021 21:38
 (crédito: Reprodução/Redes sociais)
(crédito: Reprodução/Redes sociais)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) colhe depoimentos de testemunhas para elucidar a morte de Renan de Araújo Oliveira, de 33 anos, assassinado a facadas pela companheira, de 25 anos, na madrugada desta terça-feira (16/2), no Sol Nascente. Inicialmente, o caso era tratado como legítima defesa, mas investigadores da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte) acreditam que o homicídio tenha ocorrido por motivo fútil.

O fato foi registrado na 15ª DP (Ceilândia Centro), onde fica a Central de Flagrantes. O delegado plantonista entendeu que o caso tratava-se de legítima defesa e liberou a mulher. Em versão relatada à polícia, a jovem contou que, momentos antes do crime, ela e o companheiro discutiram e ela teria sido impedida de entrar em casa. A jovem disse, ainda, que foi xingada, empurrada contra a parede e esganada pelo esposo e, por isso, o esfaqueou para se defender.

No entanto, pessoas que presenciaram o crime contaram outra versão à polícia. Ao Correio, o delegado à frente das investigações, Gustavo Guerreiro, chefe da 19ª DP, afirmou que a ocorrência foi modificada para homicídio consumado e qualificado por motivo fútil. “Vamos instaurar o inquérito e indiciá-la. O que podemos vislumbrar nas primeiras oitivas é de que o casal teria chegado em casa por volta de 0h de ontem (terça-feira). As testemunhas relataram que eles tiveram uma discussão e o portão da garagem caiu. O homem, então, teria tentado consertar, quando foi agredido”, disse.

Durante a briga, segundo as investigações, a mulher teria atingido a vítima com garrafadas, ferindo a mão do rapaz. Em seguida, lhe desferiu tapas no rosto. “Ele a teria segurado e os dois caíram no chão. Ela entrou na residência afirmando que não levaria desaforo para casa e voltou com uma faca”, detalhou o investigador.

Com a arma branca em mãos, a jovem tentou atingir Renan no tórax, mas o homem se protegeu com um pedaço de madeira. De acordo com a apuração policial, ela pulou no pescoço do companheiro e desferiu quatro facadas nas costas. O rapaz chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), mas não resistiu aos ferimentos e morreu. As investigações continuam. Nesta quinta-feira (18/2), novas testemunhas prestarão depoimento.

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