Saúde

DF pode ter 260 novos casos de câncer de colo de útero até 2022

Doença, potencialmente evitável, fez quase 100 vítimas fatais no ano passado

Ádamo Araujo
postado em 16/03/2021 23:12
 (crédito: Cícero/CB/D.A Press)
(crédito: Cícero/CB/D.A Press)

O Instituto Nacional do Câncer estima que, para o biênio 2020-2022, são esperados 260 novos casos de câncer do colo do útero no Distrito Federal. No ano passado, a doença fez 99 vítimas fatais, número que é 33% maior em relação a 2019, quando foram observados 74 óbitos.

Apesar de ser um dos três cânceres que mais mata no Brasil, trata-se de um tumor potencialmente evitável. “Há duas estratégias de prevenção: uma é por meio do exame papanicolau e a outra leva em consideração a vacinação associada ao uso de preservativo”, explica a cirurgia oncologista do Instituto do Câncer de Brasília (ICB), Viviane Rezende de Oliveira.

Conforme explica a médica, a vacina empregada para esse caso é a tetravalente, ofertada nas unidades básicas de saúde (UBSs) e que integra o calendário vacinal na adolescência. “Os pais precisam estar atentos. O momento exato de começar a prevenção do câncer de colo de útero é na infância”, enfatiza Viviane Rezende. A imunização se estende para meninas de 9 a 14 anos e para meninos de 11 a 14 anos.

Para quem passou dessa idade e não tomou a vacina, o exame preventivo ajuda a identificar lesões precursoras. O rastreamento pelo papanicolau deve ser feito pelas mulheres entre 25 e 64 anos de idade que já iniciaram a vida sexual. A recomendação é que esse procedimento seja realizado a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos normais.

Notícias pelo celular

Receba direto no celular as notícias mais recentes publicadas pelo Correio Braziliense. É de graça. Clique aqui e participe da comunidade do Correio, uma das inovações lançadas pelo WhatsApp.


Dê a sua opinião

O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. As mensagens devem ter, no máximo, 10 linhas e incluir nome, endereço e telefone para o e-mail sredat.df@dabr.com.br.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação