Saúde

Profissionais de saúde protestam por piso salarial e limite de carga horária

No Dia do Enfermeiro, enfermeiros e técnicos de enfermagem se concentram em frente ao Congresso Nacional para pedir redução de carga horária e aumento de teto piso salarial

Jéssica Moura
postado em 12/05/2021 12:57
Marcha começou no Museu da República e seguiu para Congresso Nacional -  (crédito: Reprodução)
Marcha começou no Museu da República e seguiu para Congresso Nacional - (crédito: Reprodução)

Enfermeiros e técnicos de enfermagem se reúnem na manhã desta quarta-feira (12/5), em frente ao Congresso Nacional, para pressionar os parlamentares pela aprovação de dois projetos de lei em discussão na Casa e que tratam do aumento do piso salarial e da redução de carga horária para a categoria.

A manifestação ocorre no Dia Internacional da Enfermagem, comemorado em 12 de maio. O protesto começou às 9h, no Museu da República. De lá, os profissionais de saúde caminharam por duas faixas da Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso. O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Sindate) apoia a marcha.

O PL 2295/2000, de autoria do senador Lucio Alcântara (PSDB-CE), prevê a limitação da carga horária de trabalho para 30h semanais. Atualmente, não há um limite à jornada de trabalho e os profissionais reclamam de abusos. Já o PL 2564/2020, do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), pretende definir um piso salarial para os enfermeiros de todo o país.

Contarato ainda apresentou um requerimento, aprovado nessa terça-feira (11/5), para a realização de uma sessão especial em comemoração ao dia dos Enfermeiros. "A Enfermagem não merece só aplausos, merece dignidade salarial com fixação do piso nacional para a categoria. Esse é um reparo imprescindível que deve ser feito com urgência!", destacou Contarato. A sessão deve ocorrer na sexta-feira (14/5).

Enfermeiros no DF

Segundo informações do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), apenas no Distrito Federal, 1.773 casos de enfermeiros e técnicos infectados pelo coronavírus foram notificados. Desses, 23 morreram por causa da infecção, a maior parte deles, 12 óbitos, foram de profissionais entre 41 e 50 anos.

"Agora, não dá mais para conviver com tanta injustiça. Não dá mais para aceitar profissionais da ciência do cuidado recebendo salário mínimo para atuar 44 horas por semana na beira do leito, expostos a bactérias, germes e vírus que vão muito além da covid-19", escreveu o presidente do Conselho Regional no DF, Elissandro Noronha.

"Com tudo o que já se sabe, já não dá mais para esperar. Ou a realidade da Enfermagem muda agora, ou prevalecerá a crise de saúde pública deflagrada pela desvalorização da ciência do cuidado", acrescentou.




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