Fraude

Operação mira grupo especializado em fraudar contas de idosos no DF

Os criminosos agiam da seguinte forma: eles acessavam a conta bancária da vítima e faziam diversas transações bancárias, ocasião em que transferiam o dinheiro para uma outra conta e, posteriormente, sacavam o valor ou simulavam compras, fato que ocultava a origem e localização do dinheiro

Investigadores da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Distrito Federal (DRRC/PCDF) deflagraram, nesta quarta-feira (26/5), a operação Driver e prenderam um homem, 31 anos, suspeito de integrar uma associação criminosa especializada em fazer transações bancárias fraudulentas contra idosos no DF. Os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em Santa Maria e dois em Luziânia (GO), e um mandado de prisão preventiva.

A investigação é consequência de uma série de outras apurações policiais envolvendo fraudes bancárias que culminaram na identificação da associação criminosa especializada em lavagem de dinheiro obtida por meio de fraude. "O grupo agia da seguinte forma: eles acessavam a conta bancária da vítima e faziam diversas transações bancárias, ocasião em que transferiam o dinheiro para uma outra conta e, posteriormente, sacavam o valor ou simulavam compras, fato que ocultava a origem e localização do dinheiro", detalhou o delegado à frente do caso, Dário Freitas, da DRCC.

PCDF/Divulgação - PCDF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva

Um dos crimes foi praticado contra um idoso, 83 anos. O homem relatou à polícia que foi furtado duas vezes, em R$ 17.211,58 e R$ 13.425,87, respectivamente. O dinheiro, segundo ele, foi transferido da conta para a conta corrente de outro banco, em nome de uma suspeita.

A operação, coordenada pela DRCC, contou com o apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE). O homem preso é um dos maiores articuladores do grupo e acumula passagens policiais por furto e estelionato. O nome da operação, “Driver”, refere-se ao autuado, que era integrante da organização criminosa e, nas horas vagas, atuava como motorista de transporte por aplicativo. Preso preventivamente, ele responderá pelos crimes de associação criminosa, furto mediante fraude e lavagem de capitais. As investigações seguem no sentido de identificar outros integrantes do grupo criminoso.