Pandemia

CPI da Covid: ex-secretário de Saúde do DF é convocado

Francisco de Araújo Filho é investigado na operação Falso Negativo, que apura irregularidades na aquisição de testes rápidos para detecção da covid-19 para a rede pública de saúde do DF

Ana Maria da Silva
postado em 09/06/2021 22:02
 (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press)

Nesta quarta-feira (9/6), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado Federal, aprovou a convocação do ex-secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco de Araújo Filho, para prestar depoimento. Ele é investigado na operação Falso Negativo, que apura irregularidades na aquisição de testes rápidos para detecção da covid-19 para a rede pública de saúde do DF.

No último dia 26, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), também foi convocado pela CPI a prestar esclarecimentos sobre gastos públicos com ações de enfrentamento à pandemia. 

Além do ex-secretário, foram convidados a depor, nesta quarta-feira (9/6), um desenvolvedor do aplicativo TrateCOV; o deputado federal Osmar Terra (MDB); o secretário de comunicação institucional, Felipe Cruz Pedri; o empresário José Alves Filho; o presidente da Apsen Farmacêutica, Renato Spallicci; o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Alexandre Figueiredo Costa; e a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI), Francieli Francinato. Ainda não há data definida para os depoimentos.

O advogado Cléber Lopes, que representa Araújo, ressaltou que ainda não foi informado da data do depoimento. "O ex-secretário pretende comparecer e prestar os esclarecimentos necessários", garantiu. 

Falso Negativo

Em julho de 2020, a Operação Falso Negativo apontou o suposto envolvimento da cúpula da Secretaria de Saúde do DF em um esquema de superfaturamento para compra de testes de diagnóstico de covid-19. A investigação se debruça sobre os crimes de fraude licitatória, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e crime contra a ordem econômica.

Nas fases da operação, tiveram a prisão preventiva decretada o então secretário de Saúde, Francisco Araújo, além de seis gestores, que também foram presos. Todos respondem em liberdade.

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