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Mais de 2 mil pessoas acampam em Brasília contra despejos e para pedir vacina

Movimento também se soma ao ato pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro; manifestantes dizem que só irão sair quando as reivindicações forem atendidas

Thays Martins
postado em 13/07/2021 09:59
 (crédito: divulgação)
(crédito: divulgação)

Mais de 2 mil pessoas estão acampadas em frente ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães desde a madrugada desta terça-feira (13/7). O “Acampamento Popular do DF e Entorno. Fora Bolsonaro e pelo do Direito do Povo, por Terra, Direitos , Moradia e Liberdade” pede o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mais vacinas contra a covid-19 e o fim dos despejos durante a pandemia. Os manifestantes alegam que só irão sair quando as reivindicações forem atendidas. 

Mais de dez movimentos sociais participam da ação, entre eles o Frente Nacional de Lutas (FNL), Movimento Bem Viver, MES/PSOL, Unidade Popular, PCB, SINDSASC e o CSP Conlutas. "O governador Ibaneis Rocha atenta contra a vida da população do DF ao não apresentar um plano de vacinação, totalizando menos de 12% pessoas que receberam as duas doses dos imunizantes", afirmou a organização em nota. 

  • protesto em frente ao Centro de Convenções
    protesto em frente ao Centro de Convenções divulgação
  • protesto em frente ao Centro de Convenções
    protesto em frente ao Centro de Convenções divulgação
  • protesto em frente ao Centro de Convenções
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No mês passado, a Câmara Legislativa do DF discutiu, em audiência pública, os despejos forçados durante a pandemia.  O evento remoto reuniu representantes do poder público e da sociedade civil organizada. No DF, a Lei 6657/2020, proíbe remoções de ocupações que tiveram início antes da pandemia. No Senado, também tramita o PL 827/2020, que prevê a suspensão de todas as decisões e operações de despejo até o fim de 2021.


Em abril, pela terceira vez durante a pandemia, famílias foram despejadas da ocupação no terreno ao lado do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). A desocupação foi autorizada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins.

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