Opinião

O cerrado segundo Severino

Severino Francisco, subeditor e cronista do Correio, se considera um careta convicto. Não precisa usar nenhum aditivo químico, pois nasceu pilhado, com LSD genético

Correio Braziliense
postado em 16/08/2021 06:00
 (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

Severino Francisco, subeditor e cronista do Correio, se considera um careta convicto. Não precisa usar nenhum aditivo químico, pois nasceu pilhado, com LSD genético. O único aditivo que usa é a poesia. Ela tem a vantagem de ser lisérgica e não trazer nenhum efeito colateral.

Severino acaba de lançar o livro de poesia Flama, com ilustrações do artista plástico Wagner Hermusche, que estabelece conexões simbólicas da flora do cerrado com os poemas. Certo dia, Severino visitou um viveiro de plantas, próximo ao condomínio onde mora, no Jardim Botânico, e teve um êxtase muito intenso, como se tivesse sido atingindo no corpo pela beleza das flores.

Tão intenso que ele tentou reconstituir a experiência em poema do livro Flama (está à venda na Banca da Conceição, na 308 Sul, de terça a quinta (de 14h às 18h) e sábado (de 10h às 18h). O livro reúne, ainda, evocações dramáticas da adolescência, alumbramentos amorosos e retratos anímicos de Carlos Drummond de Andrade, Manoel de Barros, Glauber Rocha, Clarice Lispector, entre outros personagens da cultura brasileira, com quem Severino mantém um diálogo rico de internet espiritual.

Na rua com os vizinhos

Cora Coralina morreu em 1985, mas a cidade de Goiás Velho celebra o 20 de agosto de 1889, aniversário da sua filha mais ilustre, até hoje. A comemoração este ano será no próximo domingo com um tradicional café comunitário com a vizinhança.

Para Cora, vizinho é mais do que parente. “É o primeiro a saber das coisas que acontecem na vida da gente, é o primeiro que nos atende nas nossas necessidades, seja uma xícara de café ou na para urgência de saúde”. A festa será prestigiada também por quem percorre a pé os mais de 300 quilômetros do Caminho de Cora Coralina, única trilha de poesias do mundo, por meio da Expedição Desafiando Limites.

SBPC de volta à UnB

Prestigiada como nunca pela população e ignorada como sempre pelo atual governo, a ciência brasileira será uma das estrelas das comemorações do aniversário de 60 anos da UnB no ano que vem. A universidade sediará a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência em 2022. A última vez que a UnB foi anfitriã do evento foi em 1987.

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