DEFINIÇÕES

Projeto para novo bairro acomodará 65 mil no Pátio Ferroviário de Brasília

O plano foi elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), em parceria com os militares e com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU)

Darcianne Diogo
postado em 09/09/2021 06:00
 (crédito: CCOMSEx / ST Edmílson)
(crédito: CCOMSEx / ST Edmílson)

O Governo do Distrito Federal (GDF) e o Exército Brasileiro trabalham para bater o martelo sobre o projeto final de um novo bairro residencial, que será construído na área chamada de Pátio Ferroviário de Brasília. O Correio apurou que os responsáveis estão na fase de destinação das glebas (porção de terra) da área para agilizar o processo de definição do projeto urbanístico.

Em agosto do ano passado, o GDF encaminhou o projeto ao Exército Brasileiro. O plano foi elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), em parceria com os militares e com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Em contato com a Seduh, quarta-feira (8/9), a pasta ressaltou que o projeto de uso e ocupação que traça as diretrizes urbanísticas do local foi elaborado e prevê a instalação de equipamentos públicos.

O órgão frisou, ainda, que numa segunda etapa, a Seduh vai aprovar o projeto urbanístico da área. Questionada pela reportagem sobre os detalhes do plano para implementação do novo bairro, a secretaria respondeu que o documento pertence ao interessado (Exército). Além disso, afirmou que está em fase inicial e necessita de aprovação de outros órgãos técnicos do GDF e depois do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan), podendo ter ajustes ao longo desse processo. O Correio entrou em contato com a SPU, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.

Demanda habitacional

Pensado para abrigar até 65 mil pessoas, em aproximadamente 19 mil unidades habitacionais, o novo bairro do DF terá uma área de 4.226.976,34 metros quadrados. A expectativa inicial do Exército é que as primeiras alienações dos lotes ocorram até o final deste ano.

“Aguardamos com muita ansiedade esse tipo de oferta. É uma forma de desenvolvimento ordenado, pois não aguentamos mais ver o crescimento desordenado da cidade”, pontuou o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) João Accioly.

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